A América Latina Logística (ALL) planeja investir R$ 700 milhões e registrar um crescimento nos volumes transportados de 10% em 2011, informou hoje o presidente da companhia, Paulo Basílio. A estimativa não considera os novos projetos em estudo pela empresa, como o de transporte de minério de ferro no Mato Grosso do Sul e o do uso da malha ferroviária da companhia para transporte de contêineres.
"Os projetos estão evoluindo e esperamos anunciar ao mercado novidades sobre um dos dois ainda este ano", afirmou o executivo, após participar da cerimônia que marcou o ingresso da ALL no Novo Mercado, segmento da BM&FBovespa que prevê práticas mais rigorosas de governança corporativa.
Por uma questão regulatória, que exigia das empresas do setor a figura de um controlador com mais de 50% das ações com direito a voto, a ALL não podia fazer parte do Novo Mercado. A restrição acabou sendo flexibilizada no ano passado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
Segundo Basílio, a entrada no Novo Mercado e o fim das limitações na estrutura de capital facilitam a estratégia de crescimento da companhia. Questionado sobre se a ALL estuda uma nova emissão de debêntures ou de ações para viabilizar os projetos em estudo, o executivo afirmou que, além dessas alternativas, a empresa pode fechar um acordo com o cliente interessado no transporte - como ocorreu com a Rumo, da Cosan - ou encontrar um terceiro investidor que tenha planos de investir no setor de infraestrutura.
No projeto de minério no Mato Grosso do Sul, a ideia é apresentar uma alternativa para o escoamento do produto. As empresas que atualmente atuam na região usam barcaças para escoar a produção de Corumbá pelos Rios Paraguai e Paraná. Além do desafio de adaptar a malha ferroviária para o transporte, o projeto depende ainda de um porto em São Paulo com condições de exportar o minério, segundo o presidente da ALL. Em contêineres, a empresa de logística pretende conquistar parte do transporte que hoje é feito majoritariamente por caminhões.