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Amorim: Brasil quer ser o parceiro nº 1 de Cuba

31 dez 1969 às 21:33

Em visita oficial a Cuba, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, trouxe nesta sexta-feira (30) uma singular mensagem do governo Luiz Inácio Lula da Silva: o Brasil quer suplantar a Venezuela e assumir o posto de primeiro parceiro de Havana na América Latina.

Dita as autoridades cubanas do primeiro escalão, a mensagem foi enfatizada por dois gestos de orientação pragmática. O Itamaraty organizou uma missão com cerca de 40 executivos de empresas brasileiras interessadas em ampliar o comércio e alicerçar investimentos produtivos em Cuba e preparou o terreno para a assinatura de um acordo que permitirá a cooperação tecnológica brasileira para o cultivo da soja no país. "Queremos estar ao lado de Cuba nessa sua nova fase. Queremos ser o parceiro número 1", reiterou ele.


Nessa estratégia de Brasília, superar o fluxo de comércio Cuba-Venezuela, de cerca de US$ 7 bilhões em 2007, pode ser um objetivo de longo prazo. Afinal, o Brasil comercializou com Cuba apenas US$ 412,6 milhões no ano passado e não pretende fazer da Petrobras uma supridora de petróleo a baixo custo a esse país.


Setores


O impulso brasileiro viria de três setores com os quais a Venezuela não poderia competir - os investimentos na produção industrial e na construção de obras de infra-estrutura e os financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a esses projetos. Representantes no Brasil da Volvo, Mercedes-Benz e Volkswagen não só participaram do seminário como também, acompanhados pelo presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Reginaldo Arcuri, reuniram-se com a diretoria da estatal Cunecamoto para tratar de possível instalação de plantas para a fabricação de ônibus e caminhões no país.


Soja

O interesse direto de Raúl Castro em estimular a produção de soja, assinalado por Pérez Roque a Amorim, abriu outra oportunidade para o Brasil aprofundar sua presença em uma Cuba em transição e, desde já, preocupada em garantir o suprimento futuro de proteína animal. Atualmente, 85% dos alimentos consumidos em Cuba são importados.


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