O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Jackson Schneider, disse nesta quinta-feira (18), que não especulará a respeito da possibilidade de prorrogação da isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os automóveis novos. "Por incrível que pareça ainda não chegamos a conversar sobre isso com o governo, mas as notícias são de não renovação", afirmou ao sair do Palácio do Alvorada, onde esteve reunido com ministros e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o balanço anual do programa "Mais Alimentos" do Ministério do Desenvolvimento Agrário.
Sem querer fazer prognósticos preciso, Schneider comentou que se o IPI voltar a ser aplicado haverá queda nas vendas de veículos. "Claro que terá efeito no mercado", disse. De acordo com ele, nestes últimos dias que antecedem a isenção de IPI sobre veículos (a medida vale até 30 de junho) os revendedores têm feito promoções porque há antecipação de compra por parte do consumidor. "A isenção do IPI foi de alta relevância para o nosso mercado e fundamental para a indústria reaquecer o ritmo de vendas principalmente após o final do ano passado", argumentou, acrescentando que as vendas de dezembro de 2008 foram praticamente metade das realizadas em setembro do ano passado.