A decisão da Argentina de assumir o controle da petrolífera YPF, controlada pela espanhola Repsol, foi "claramente ilegal e gravemente discriminatória", disse nesta segunda-feira, 16, a Repsol. Em um comunicado, a companhia afirmou que está atualmente analisando "todas as medidas legais que pode tomar para preservar o valor de seus ativos e os interesses de seus acionistas".
Mais cedo, a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, disse que vai pedir ao Congresso a expropriação da YPF. Os acionistas da YPF esperam ser compensados com um valor a ser determinado por um tribunal federal.
A Repsol detém 57,4% da YPF. A companhia espanhola disse que a expropriação reduziria em 1,85 bilhão (US$ 2,42 bilhões) a dívida da YPF no balanço da Repsol. Acrescentou que seu empréstimo ao Grupo Petersen, da Argentina, que detém uma participação na YPF, atualmente está em 1,54 bilhão. As informações são da Dow Jones.