O líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vacarezza (PT-SP), disse nesta terça (15) que, ao conversar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, opinou que seria um desgaste desnecessário para o governo vetar o reajuste de 7,7% para aposentados e pensionistas e enviar outra medida provisória com um percentual menor de aumento.
Desde janeiro, os aposentados e pensionistas recebem benefícios reajustados em 6,14%. Como o índice de 7,7% é retroativo, o ministro da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas, afirmou que a diferença será paga e a expectativa é que isso aconteça até agosto.
Receba nossas notícias NO CELULAR
WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp.Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.
Vaccarezza disse que os parlamentares não aprovariam um reajuste menor, porque, segundo ele, a votação da nova medida provisória ocorreria antes das eleições. "Se não tivesse condições de manter a responsabilidade fiscal, o presidente não teria mantido o reajuste e iríamos para um enfrentamento que seria desgastante. Deixei claro para o presidente que não temos condições de ter nenhuma votação abaixo de 7,7% no Congresso. Seria um equívoco", afirmou.
Vacarezza participou até o início da tarde de uma reunião com o presidente Lula e integrantes da equipe econômica, quando o presidente decidiu sancionar o reajuste de 7,7%. O índice original proposto pelo governo foi de 6,14%
Apesar da decisão de Lula contrariar as recomendações da equipe econômica, que pediu o veto do reajuste aprovado no Congresso, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que serão feitos cortes no Orçamento da União para que o reajuste não comprometa o equilíbrio fiscal. "Vamos garantir o equilíbrio fiscal, a solidez das contas públicas e a obtenção do superávit primário, portanto, a medida se equilibra com os cortes", disse.