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Avicultura paranaense de olho no mercado chinês

31 dez 1969 às 21:33

Apesar da crise econômica mundial, que fechou as portas para a exportação de diversos produtos brasileiros, o setor avícola paranaense busca em novas alternativas de mercado, com a ampliação de negócios em mercados já consolidados e a conquista de novos centros consumidores, para crescer no ano de 2009. Nesse cenário, dois mercados se tornam como grandes referências para novas negociações para o frango do Paraná: a China, que recentemente abriu suas portas para a importação do frango brasileiro, e Cuba. A projeção é do presidente do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar), Domingos Martins.

Para facilitar o processo de habilitação das empresas paranaenses para esses dois mercados, estimulando os contratos de negociação com esses países, o Sindiavipar está fazendo um trabalho, em parceria com o Ministério da Agricultura e a Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frango (Abef), para conseguir uma habilitação conjunta de todas as empresas que já atuam no mercado internacional para vender para esses dois países. "Nossa estimativa é de que até a metade deste ano o processo já esteja concluído, primeiramente com Cuba e na sequência com a China", revela o presidente do Sindiavipar, Domingos Martins.


Outra alternativa para estimular as vendas do frango paranaense encabeçada pelo Sindiavipar, é a participação em feiras internacionais, levando a marca do frango paranaense para mercados em potencial na Ásia e Oriente Médio. Representantes do sindicato e das empresas associadas participaram da Feira de Alimentos em Dubai e ainda marcarão presença nas feiras de Xangai, na China, em maio, e Anuga, na Alemanha, no mês de outubro.


Ajuste de mercado
Temendo um excesso de oferta de frango no mercado interno, devido à queda nas exportações, o segmento propôs a redução no alojamento de corte em 20% desde novembro do ano passado. Este ano, aa avicultura de corte brasileira optou em apliar o ajuste de produção, numa recomendação nacional para se atingir um plantel máximo de 400 milhões de frango de corte alojados por mês.


De acordo com o presidente do Sindiavipar, Domingos Martins, a estimativa é de que com esse ajuste da produção o Paraná diminua o abate de cabeças de frango em aproximadamente 12%, comparado à média mensal obtida no ano passado. A média mensal de 2008 foi de 101.843.663 cabeças, com a avicultura paranaense finalizando o ano com o abate de 1.222.123.962 cabeças. Apesar disso, o estado irá se manter como o principal produtor de frango de corte do Brasil, respondendo por aproximadamente 27% da produção nacional.


No acumulado janeiro-fevereiro deste ano já é possível sentir reflexos da diminuição na produção. No período, foram abatidas 184.264.791 cabeças de frango – média de 92.132.395 cabeças por mês, desempenho 9,53% inferior à média de 2008.


As exportações paranaenses também tiveram queda neste início de ano. No acumulado de janeiro e fevereiro, foram exportados 130.853.249 quilos de frango, desempenho 7,21% inferior ao mesmo período do ano passado, quando o Paraná havia exportado 141.023.981 quilos.

O presidente do Sindiavipar destaca que o ajuste de mercado se faz necessário para afastar a possibilidade de crise sobre esse importante setor do agronegócio brasileiro, equilibrando a oferta e o consumo de frango no cenário interno. "Nos últimos meses, estamos enfrentando uma diminuição nas exportações de frango do Brasil, em virtude da crise econômica mundial, que traz como consequência a falta de crédito para viabilizar as exportações nacionais. No último mês, a diminuição nas exportações foi de aproximadamente 50 milhões de cabeças de frango, uma demanda que fica para o consumo interno. Então, para equilibrar a oferta e a demanda, tanto no cenário externo quanto no interno, propomos esse ajuste de produção", explica Domingos Martins.


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