A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) apresentou na noite desta sexta-feira (3), uma nova proposta para os bancários, em greve desde terça-feira (30). Segundo comunicado divulgado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), agora os patrões oferecem reajuste de 8,5%, sendo 2,02% de aumento real (acima da inflação). A proposta anterior previa um reajuste de 7,35%. Os banqueiros estipularam ainda 9% de aumento no piso e 12,2% no vale-refeição.
Em todo o país, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) estima que 10.355 agências e centros administrativos não abriram hoje. De acordo com a entidade, o número representa um aumento de 57,6% na adesão a grave. Na terça-feira (30), primeiro dia de paralisação, foram fechadas 6.572 unidades.
Votação em Londrina
Em Londrina, os bancários participam na segunda-feira (6), às 10h, de uma assembleia na sede do Sindicato dos Bancários para avaliar as propostas apresentadas pelos banqueiros.
A expectativa é que a greve termine já no início da próxima semana, uma vez que a orientação do Comando Nacional dos Bancários, responsável pelas negociações com os bancos, é que aceitem as propostas apresentadas pelos patrões, durante as assembleias, que vão acontecer simultaneamente em vários pontos do país.
Os bancos também se comprometeram a estabelecer monitoramento com equilíbrio dos resultados dos bancários, evitando conflitos nas relações de trabalho, ou seja, combatendo o assédio moral nas cobranças pelo cumprimento de metas. Também houve outros avanços nas chamadas cláusulas sociais.
Com relação ao Banco do Brasil e à Caixa Econômica, os bancos estão contemplando antigas reivindicações específicas dos funcionários, bem como a garantia de ampliar as contratações para reduzir a sobrecarga de trabalho. Os empregados da Caixa conquistaram ainda a aplicação do índice de 9% em todos os níveis da carreira profissional.
O presidente do Sindicato dos Bancários de Londrina, Wanderley Crivellari, disse que cabe à categoria avaliar e deliberar se aceitam ou não as propostas na assembleia de segunda-feira. "A Assembleia é democrática e soberana. Caberá aos bancários e bancárias decidir pela aprovação das propostas ou manter a greve para tentar ampliar os avanços", explicou.
Propostas da Fenaban
• Reajuste - 8,5% (2,02% de aumento real)
• Piso portaria após 90 dias - 1.252,38 (9,00% ou 2,49% de aumento real)
• Piso escritório após 90 dias - R$ 1.796,45 (2,49% acima da inflação)
• Piso caixa/tesouraria após 90 dias - R$ 2.426,76 (salário mais gratificação mais outras verbas de caixa), significando reajuste de 8,37% e 2,37% de aumento real)
• PLR regra básica - 90% do salário mais R$ 1.837,99, limitado a R$ 9.859,93. Se o total ficar abaixo de 5% do lucro líquido, salta para 2,2 salários, com teto de R$ 21.691,82
• PLR parcela adicional - 2,2% do lucro líquido dividido linearmente para todos, limitado a R$ 3.675,98
• Auxílio-refeição - R$ 26,00 (R$ 572,00 ao mês), reajuste de 12,2%
• Auxílio-cesta alimentação e 13ª cesta - R$ 431,16. (Somados, os auxílios refeição e cesta-alimentação resultam em R$ 1.003,13 por mês, o que representa reajuste de 10,76%)
• Auxílio-creche/babá (filhos até 71 meses) - R$ 358,82
• Auxílio-creche/babá (filhos até 83 meses) - R$ 306,96
• Gratificação de compensador de cheques - R$ 139,44
• Requalificação profissional - R$ 1.227,00
• Auxílio-funeral - R$ 823,30
• Indenização por morte ou incapacidade decorrente de assalto - R$ 122.770,20
• Ajuda deslocamento noturno - R$ 85,94. (Com informações da Agência Brasil e Assessoria)