A inflação brasileira deve superar o centro da meta em 2008 e 2009, de acordo com as novas projeções do Banco Central contidas no Relatório de Inflação do segundo trimestre, divulgado nesta quarta-feira (25). O BC vê uma alta alta de 6% para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2008, ante estimativa anterior, feita no relatório do primeiro trimestre, de 4,6%.
A estimativa para a inflação em 2009 é de 4,7%, ante projeção de 4,4% feita no relatório divulgado em março. A meta de inflação fixada para os anos de 2008 e 2009 é de 4,5%, com margem de variação de 2 pontos percentuais, para cima ou para baixo.
O BC informou ainda que manteve em 4,8% sua estimativa para a taxa de crescimento da economia brasileira em 2008.
Já no acumulado dos doze meses encerrados em março de 2010 (1º trimestre) a projeção central do cenário de referência sobe de 4,3% para 4,7%. Para os doze meses encerrados no final do segundo trimestre a previsão permanece em 4,8%.
As previsões do cenário de referência levam em conta a manutenção da taxa Selic de 12,25% e taxa de câmbio de R$ 1,65 durante todo o período da previsão. No relatório de inflação de março a projeção de referência considerava taxa Selic de 11,25% e dólar a R$ 1,70.
Com relação aos preços administrados (tarifas públicas) foi mantida a previsão de alta de 4% para 2008. Para 2009 e 2010 foi mantida a expectativa de elevação de 4,5%.
Explicações
O documento do BC destaca que a tendência de alta da inflação pode ser atribuída ao descompasso entre oferta e demanda. O BC diz ainda que a pressão sobre os preços ocorre "em escala global".