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Banco do Brasil descarta aquisições no mercado interno

Agência Estado
09 ago 2011 às 14:08

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O Banco do Brasil descarta fazer novas aquisições no mercado interno, segundo informou nesta terça-feira (9) seu presidente, Aldemir Bendine. Segundo o executivo, não há, no momento, ativos que agreguem operações à estratégia de crescimento do banco público. Sobre as aquisições feitas no passado recente, Bendine destaca que elas estavam dentro da estratégia do banco de crescer em alguns mercados e segmentos.

Em 2008 e 2009, o BB fez duas aquisições no mercado interno: o Banco Votorantim (BV) e o Banco Nossa Caixa. Bendine conta que, no caso do BV, a compra fez sentido dentro do projeto da instituição de expandir sua atuação no financiamento de veículos. Ao se interessar pela Nossa Caixa, o banco tinha por objetivo ampliar sua presença no Estado de São Paulo.

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A partir de janeiro de 2012, o BB passa a administrar o Banco Postal, dos Correios, o que fará com que a instituição amplie sua presença para 96% dos municípios brasileiros. O presidente da instituição também afirmou que o banco fará investimentos neste ano e ao longo de 2012 espera estar presente em 100% do território nacional. Sem o Banco Postal essa meta estava prevista para ser alcançada somente em 2015. A presença do BB sem o banco dos Correios é de 57% dos municípios brasileiros.


No mercado externo, o executivo ressalta que o banco está revendo operações que estavam em andamento. "O momento é de mais prudência, até que se tenha um cenário mais claro", "Não há perspectivas de que anunciemos qualquer tipo de aquisição". Em 2011, o BB anunciou a compra de um pequeno banco nos Estados Unidos. Segundo ele, as autoridades regulatórias ainda não aprovaram a aquisição e, por isso, o banco ainda não começou a operação no mercado norte-americano.As afirmações de Bendine foram feitas hoje durante a divulgação do resultado do banco no segundo trimestre do ano. O BB anunciou um lucro líquido recorrente de R$ 3,2 bilhões no período, que corresponde a um crescimento de 38,8% ante igual período do ano passado.


A Previ, fundo de pensão dos funcionários do BB, contribuiu com R$ 1,3 bilhão para o resultado. No mesmo período de 2010 a Previ contabilizou R$ 913 milhões. Os valores são brutos, ou seja, antes dos impostos e tributos. No semestre, a contribuição do fundo de pensão somou R$ 1,92 bilhão ante R$ 1,827 bilhão do primeiro semestre do ano passado. Os ganhos vieram da reavaliação dos ativos e passivos da Previ. O BB passou a reconhecer em 2009 as receitas do superávit da Previ em seus ganhos.


O presidente do BB disse não esperar um aumento da inadimplência nos próximos meses. Para ele, o indicador deve continuar estável em comparação com os dados registrados de abril a junho. A instituição registrou queda no volume de empréstimos vencidos há mais de 90 dias, fechando o período em 2%, abaixo dos 2,1% do primeiro trimestre de 2011 e dos 2,7% do segundo trimestre de 2010. Isso fez com que o banco reduzisse em 3,7% as despesas de provisão para risco de crédito no semestre, que ficaram assim em R$ 5,7 bilhões. O saldo total das provisões para devedores duvidos encerrou o segundo trimestre em R$ 17,734 bilhões, expansão de 6% ante o saldo do trimestre anterior.

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A melhora dos índices de inadimplência do banco foi puxada pelo aumento na qualidade da carteira de agronegócios. O indicador do segmento baixou de 1,8% no primeiro trimestre do ano para 0,9% no segundo. Entre as pessoas jurídicas o indicador subiu, passando de 1,9% para 2,1% no mesmo período. Na pessoa física, ficou estável, em 3%. Bendine diz esperar que o indicador de inadimplência fique estável nos próximos meses. Ainda assim, segundo ele, nos últimos anos, o banco vem mudando o mix de suas operações de crédito, procurando crescer em segmentos de menor risco.


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