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Banco do Brasil faz captação de externa de US$ 1 bilhão

12 jan 2012 às 21:46

O Banco do Brasil (BB) vendeu US$ 1 bilhão em bônus perpétuos subordinados oferecendo aos investidores uma taxa de retorno de 9,25% - maior do que a registrada em 2009, quando a instituição colocou US$ 1,5 bilhão em títulos perpétuos no mercado com um yield de 8,5%. A diferença, no entanto, resulta em parte do fato de os termos da operação autorizarem o BB a alterar a escritura da emissão para que os recursos obtidos sejam enquadrados como capital de nível 1 pelo Banco Central quando passarem a valer as regras de Basileia 3.

Segundo Ivan Monteiro, vice-presidente de Gestão Financeira, Mercado de Capitais e Relações com Investidores do Banco do Brasil, os bônus ofertados hoje "nascem entre a transição de Basileia 2 e 3 e, como estamos no meio dessa mudança de legislação, lançamos um papel que pode ser considerado capital nível 1 sob as regras atuais e que poderá ser modificado para continuar sendo enquadrado dessa forma sem o investidor ser consultado".


Ele acrescentou que outros bancos, como Rabobank e Credit Suisse, fizeram operações semelhantes tentando prever as mudanças de Basileia 3, mas ressaltou que a operação do BB é inédita justamente porque permite ao banco alterar a escritura da operação. Monteiro, no entanto, acha que as mudanças provavelmente não serão necessárias.


O capital nível 1 (Tier 1) é uma das medidas utilizadas pelos reguladores para determinar a solidez dos bancos. Segundo informações da Dow Jones, no final do terceiro trimestre a taxa de capital nível 1 do Banco do Brasil era equivalente a 13,2% do total de ativos, acima da exigida pelo BC, de 11%. A taxa média de capital nível 1 para o sistema financeiro brasileiro vai de 16% a 17%.

Monteiro disse que o yield da operação - cujo volume original era de US$ 500 milhões - foi estimado em 10% inicialmente, sendo reduzido para 9,5% e finalmente para 9,25%. A demanda pelos títulos somou US$ 6,3 bilhões e cerca de 65% das propostas vieram de private Banks. Europa, Oriente Médio e África demonstraram o maior interesse pelos papéis, respondendo por 36,93% das ofertas, seguida pela região das Américas, com 34,36%.


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