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Banco do Brasil prepara crédito imobiliário à baixa renda

Agência Estado
31 dez 1969 às 21:33

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O Banco do Brasil vai esperar o anúncio do pacote de habitação pelo governo federal para então definir sua estratégia em relação ao financiamento de imóveis para a população de baixa renda. "Vamos esperar o teor do plano e os incentivos que serão dados. Só depois iremos entrar nessa operação", afirmou o presidente da instituição, Antonio Lima Neto.

O BB começou a operar crédito imobiliário no segundo semestre do ano passado e, ao anunciar essa operação, defendeu que o objetivo era financiar moradia voltada para um público de média a alta renda. De acordo com Lima Neto, isso foi feito porque na época que o banco decidiu entrar nesse negócio contava apenas com recursos próprios para o crédito imobiliário.

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A possibilidade de operar com a baixa renda dependia, segundo o executivo, do acesso a recursos da caderneta de poupança, que possibilitam taxas finais de juros menores, o que foi conseguido no ano passado, quando o Conselho Monetário Nacional (CMN) permitiu que 10% da captação da poupança fosse destinada a esse fim. Antes, 100% eram direcionados ao crédito rural.



O executivo afirmou ainda que financiar moradia para a baixa renda não está fora do direcionamento estratégico do banco, já que 18 milhões de correntistas do BB têm renda de até três salários mínimos.


A carteira de crédito imobiliário do BB é de R$ 100 milhões. A meta é que ela chegue a R$ 1 bilhão ao final deste ano. A instituição tem disponível em 2009, além dos recursos próprios e dos 10% da poupança, R$ 1 bilhão do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

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Lima Neto afirmou ainda que não existe nenhum tipo de conflito interno no BB em razão das cobranças do governo federal para se estimular o crédito e a redução dos spreads (diferença entre o juro do crédito e o custo de captação dos recursos pelo banco). "O governo está no seu papel ao dizer que a situação econômica não está tão ruim. Cabe ao governo chamar a sociedade para a racionalidade, inclusive os bancos e os bancos públicos", disse.


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