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Bancos, Vale e Petrobras garantem alta de 2% à Bolsa

Agência Estado
31 dez 1969 às 21:33

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Vale, Petrobras, bancos e empresas de papel e celulose garantiram mais um pregão no azul à Bovespa e a recuperação dos 45 mil pontos, perdidos na última sexta-feira. O rateio das bolsas norte-americanas em alguns momentos do pregão acabou diminuindo os ganhos domésticos, mas, como a distância entre os índices foi grande, a Bovespa tinha bastante espaço para garantir o ganho.

Com a presença dos investidores estrangeiros no pregão, a Bovespa terminou o dia em alta de 2,03%, aos 45.801,17 pontos. Na mínima do dia, registrou 44.888 pontos (estabilidade) e, na máxima, 45.804 pontos (+2,04%). No mês, a Bolsa acumula alta de 11,91%, e, no ano, de 21,97%. O giro financeiro totalizou R$ 3,784 bilhões.

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Na abertura, favoreceu, lá e cá, o desempenho de alguns balanços, no exterior, melhores do que as previsões, caso de Apple, eBay e Credit Suisse. Mas os pedidos de auxílio-desemprego e o dado de vendas de imóveis, ambos nos EUA, imputaram cautela aos investidores.



Também rondou o horizonte dos negócios a situação da General Motors, que anunciou planos para fechar temporariamente 13 fábricas na América do Norte durante o segundo e o terceiro trimestres deste ano, o que vai gerar um corte de produção de 190 mil veículos. Ainda assim, os principais índices das Bolsas de Nova York registraram alta, puxada por ações do setor financeiro.



No Brasil, o setor siderúrgico, bastante ligado às montadoras, vem conseguindo exibir alguma recuperação, em meio à perspectiva de aumento da demanda chinesa por commodities (matérias-primas) e também com a ajuda da redução das alíquotas de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de diversos setores. Mas, em meio aos bons resultados acumulados em abril, as siderúrgicas hoje devolveram um pouco dos ganhos. Com exceção da Usiminas, os papéis recuaram. Gerdau PN perdeu 0,46%, Metalúrgica Gerdau PN, 0,30%, CSN ON, 0,25%. Usiminas PNA terminou em alta de 1,31%.



Beneficiada pela perspectiva de avanço da economia chinesa, principalmente depois que o governo daquele país disse que a economia está no caminho para atingir crescimento de 8% este ano, Vale subiu. Os investidores estrangeiros deram sua cota de contribuição, tanto que as ações ON avançaram mais: +2,83%. Vale PNA ganhou 2,45%.



Os investidores deixaram de lado a discussão sobre o reajuste dos combustíveis e também compraram um pouco de Petrobras. Petrobras ON terminou em alta de 2,01% e PN, de 2,31%. Não fez preço nos papéis a decisão da Justiça Federal do Rio de Janeiro que suspendeu o pagamento da primeira parcela de dividendos da estatal, que seria realizado amanhã, no montante de R$ 3,334 bilhões.



No setor bancário, alta em bloco, mas Bradesco e Banco do Brasil se sobressaíram em meio à notícia de que a VisaNet deve retomar seu processo de abertura de capital. As duas instituições são acionistas da empresa. A previsão é de que a oferta seja secundária, com venda de ações dos controladores. Bradesco PN subiu 4,42%, Banco do Brasil ON, 4,61%, Itaú Unibanco PN, 4,07%. Redecard ON, concorrente da VisaNet, terminou em baixa de 0,04%.

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No setor de celulose e papel, a alta foi puxada pelos rumores de que a produção de celulose de fibra curta no País poderá sofrer um novo ajuste - o que traria novo equilíbrio entre oferta e demanda e auxiliaria na recomposição de preços do insumo - e ainda recuperando-se da forte baixa acumulada nos últimos meses. Aracruz PNB subiu 9%, VCP PN, 9,31% e Klabin PN, 5,25%.


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