O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou nesta quinta-feira, 23, que o governo dará algum tipo de ajuda ao setor automotivo. Em entrevista após o almoço, no Itamaraty, com o rei da Jordânia, Abdullah 2º, ele explicou que a Medida Provisória 443 permite, por exemplo, que o Banco do Brasil faça parcerias com bancos de investimento que trabalhem com financiamento de automóveis.
A medida foi tomada, segundo o presidente, porque a indústria automobilística "tem uma cadeia extraordinária e nós não queremos que ela deixe de ser um dos carros chefes da economia brasileira".
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Questionado se o Banco do Brasil iria investir no setor automotivo, Lula disse que "a decisão que está contida na MP 443 facilita a aquisição de bancos tanto pelo BB quanto pela Caixa Econômica Federal e, obviamente, que o BB não tem expertisse para fazer financiamentos de automóveis e teria que ter parceria com bancos de investimento" que tenham essa expertise.
Diante do questionamento de qual financeira seria usada, o presidente respondeu: "não sabemos. Não sou o Banco do Brasil". Lula prosseguiu esclarecendo que as medidas que tomadas "foram meditadas, pensadas de forma muito articulada".
Ele aproveitou para comentar o fato de lhe questionarem sobre a demora de algumas medidas surtirem efeito. "Sei que tem gente que, às vezes, me pergunta: mas, como o presidente anunciou uma medida ontem e não surtiu efeito? Se eu pudesse fazer uma MP e resolver o problema no dia seguinte, certamente estaria contratado para resolver o problema da crise mundial".
Oposição
O presidente reagiu aos questionamentos da oposição sobre a MP e avisou que ainda "serão feitas tantas quantas medidas forem necessárias" para enfrentar a crise financeira internacional. "Eu não posso ficar preocupado com os gritos da oposição porque tudo o que a oposição quer é que o Brasil entre em uma crise profunda para que ela possa ter razão no discurso dela", disse.
O presidente mais uma vez reagiu à possibilidade de bancos e financeiras estarem dificultando o oferecimento de empréstimos. "Isso é um problema. Não há nenhuma razão para os bancos pararem de fazer empréstimo. Nós estamos liberando o compulsório". Sobre as medidas já anunciadas pelo governo, Lula disse que elas estão sendo adotadas porque está convencido de que "a melhor defesa é o ataque".