O Banco do Brasil anunciou lucro líquido recorrente de R$ 3,2 bilhões, crescimento de 38,8% ante igual período do ano passado. Já o ganho contábil do banco no período cresceu 24% e ficou em R$ 3,357 bilhões.
No semestre, o ganho recorrente do banco público foi de R$ 6,29 bilhões, crescimento de 24%, o que é recorde para o período. Já o retorno patrimonial ficou em 24,9%. Pelo critério de lucro atribuível ao controlador, o resultado do semestre é de R$ 6,262 bilhões, 23,4% maior que no mesmo período de 2010, o que corresponde a retorno anualizado sobre o patrimônio líquido médio de 25,4%.
No segundo trimestre, houve um evento extraordinário que contribuiu para um resultado recorrente diferente do lucro contábil. O BB vendeu no período participação que tinha na Visa Internacional e Mastercard, operação que adicionou ao resultado o montante de R$ 169 milhões.
O aumento do lucro foi puxado pelo crescimento da carteira de crédito, principalmente nas pessoas físicas. A carteira total de empréstimos, incluindo avais e fianças, subiu 20,2% em 12 meses e encerrou junho em R$ 421 bilhões. Na comparação do segundo com o primeiro trimestre a carteira cresceu 6%. Nos empréstimos para pessoa física o crescimento foi de 21,2% em 12 meses. Já no segmento de empresas, a expansão ficou em 14,7%.
O BB terminou junho com ativos totais de R$ 904,5 bilhões, alta de 19,6% nos últimos 12 meses. O patrimônio líquido do banco público ficou em R$ 54,6 bilhões, expansão de 38,9%.
Inadimplência
Ao contrário dos outros grandes bancos privados, o BB registrou queda dos índices de inadimplência no segundo trimestre. O indicador, considerando os empréstimos vencidos há mais de 90 dias, terminou o período em 2%, abaixo dos 2,1% do primeiro trimestre do ano e dos 2,7% dos meses de abril a junho de 2010.
Com a queda de calotes, as despesas de provisão para risco de crédito no semestre caíram 3,7% ante o primeiro semestre de 2010 e somaram R$ 5,7 bilhões. No segundo trimestre, essas despesas cresceram 15,9% ante o primeiro trimestre para R$ 3,047 bilhões. Ante o segundo trimestre de 2010, o aumento é de 6%.
Segundo o banco, o aumento dessas despesas no período, apesar da queda da inadimplência, se deve a elevação das provisões para os créditos classificados como de maior risco.
O saldo total das provisões para devedores duvidos encerrou o segundo trimestre em R$ 17,734 bilhões, expansão de 6% ante o saldo do trimestre anterior.
O índice de Basileia do BB terminou o segundo trimestre em 14,4%, acima dos 12,8% do mesmo período de 2010. O Basileia mede quanto o banco pode emprestar sem comprometer seu capital e o mínimo que o banco central exige é de 11%.
Crédito
O financiamento imobiliário foi o destaque nas operações de crédito a pessoa física do Banco do Brasil no segundo trimestre. O segmento encerrou o segundo trimestre com saldo de R$ 4,2 bilhões, 99,5% acima do mesmo período de 2010. Na comparação do segundo ante o primeiro trimestre de 2011, a expansão do financiamento habitacional foi de 22%.
No primeiro semestre, o volume desembolsado pelo banco público no financiamento habitacional foi de R$ 1,449 bilhão, número 132,1% maior do que registrado no mesmo período do ano passado.
No crédito imobiliário, ao incluir as operações para pessoas jurídicas, o saldo total das operações no fechamento de junho alcança R$ 5,162 bilhões, desempenho 119% maior do que o verificado doze meses antes. O BB começou a operar com crédito imobiliário no segundo trimestre de 2008.
A carteira de crédito a pessoa física encerrou o período em R$ 122,561 bilhões, 21,2% acima do segundo trimestre de 2010. Além do imobiliário, as linhas de financiamento de veículos e crédito consignado foram outros destaques de crescimento, com expansão 34% e 25%, respectivamente. Na comparação do segundo com o primeiro trimestre, a carteira de pessoa física cresceu 5,2%.
Já a carteira de pessoa jurídica encerrou junho com saldo de R$ 155,456 bilhões, alta de 14,7% ante o segundo trimestre de 2010 e de 4,6% ante o primeiro trimestre de 2011. A linha de micro, pequena e média empresa cresceu 6% na comparação trimestral e 14,7% na comparação anual.