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BC eleva Selic em 0,5%; classes mostram desapontamento

31 dez 1969 às 21:33

O Comitê de Política Monetária (Copom) elevou nesta quarta-feira (16) a taxa básica de juro em 0,50 ponto percentual, para 11,75 por cento ao ano, em movimento visto pelo próprio Banco Central como um esforço para restringir o ajuste futuro.

Foi o primeiro aumento da taxa desde maio de 2005. A decisão foi tomada de forma unânime pela diretoria do Banco Central.


Em breve comunicado, o Copom afirmou que a decisão de realizar agora "parte relevante" do ajuste da Selic vai contribuir para redução "tempestiva" do risco inflacionário.


Perplexidade


A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou nota afirmando ver "com perplexidade" a decisão do Copom. A nota, assinada pelo presidente da instituição, Armando Monteiro Neto, afirma que "a alta dos juros não se justifica, porque a trajetória atual da inflação permanece dentro da meta estabelecida, não havendo sinais de alastramento da pressão inflacionária", sendo um "resultado do descompasso entre as políticas fiscal e monetária". A nota conclui que "a CNI avalia que há necessidade de reverter a atual política fiscal expansionista".


Centrais sindicais

A União Geral dos Trabalhadores (UGT) e a Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB) divulgaram nota condenando o aumento da taxa Selic. "O aumento da taxa Selic é uma violência contra os trabalhadores e a economia do País", dizia a nota da UGT. Para a CGTB, o aumento "demonstrou, mais uma vez, que ignora por completo os anseios e interesses do País".


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