O Banco Central (BC) realizará mais um leilão de swap cambial, entre 12h30 e 13h da próxima segunda-feira (22), com o objetivo de rolar 15,8 mil contratos que vencem no dia 2 de janeiro de 2009, no valor aproximado de US$ 910 milhões. O leilão de swap cambial consiste na troca de rentabilidade dos ativos financeiros: o BC oferece a variação do dólar em troca da oscilação da taxa de juros.
As operações de swap a serem registradas na Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros (BM&FBovespa) oferecem 9,8 mil contratos com rolagem de vencimento para 2 de março, 3 mil contratos para 1º de julho e 3 mil contratos para vencimento dia 1º de outubro de 2009. Cada instituição financeira autorizada a operar com câmbio poderá fazer até cinco propostas, de acordo com regulamento do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic).
O resultado dos leilões será divulgado pelo BC a partir das 14h30, e a relação das instituições contempladas será enviada à BM&FBovespa, com detalhes sobre quantidade de contratos para cada operação e as respectivas taxas de juros.
Será a quinta oferta do BC para rolagem de contratos com vencimento em janeiro. Em dois leilões, na semana passada, foram negociados 127,4 mil contratos no valor total de US$ 6,218 bilhões, e na última quarta-feira (17) mais 17,640 mil contratos no valor de US$ 1,015 bilhão. Hoje (19), na quarta tentativa de rolar os papéis que restam, vendeu mais 6 mil contratos por US$ 298,9 milhões.
Esses leilões ajudam a segurar a cotação do dólar, que fechou estável hoje em R$ 2,36, depois de mostrar tendência de alta, na parte da manhã, por causa da queda dos preços do petróleo no mercado internacional. Antes, portanto, do leilão de swap cambial realizado no início da tarde.O recuo foi ajudado também pela redução dos juros sobre depósitos em euro no Banco Central Europeu.
De acordo com números do BC, desde o auge da crise, em setembro, a autoridade monetária já injetou US$ 9,8 bilhões no mercado à vista, também conhecido como spot, quando a divisa sai das reservas internacionais. Ainda assim, as reservas continuam em níveis recordes, acima de US$ 208 bilhões, o que dá ao BC condições de enfrentar o ataque especulativo contra o real.