O dólar comercial fechou em queda de 1,68% hoje, negociado a R$ 2,112 no mercado interbancário de câmbio. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros, em contratos de câmbio de liquidação à vista, a cotação da moeda americana cedeu 1,72% e encerrou a sessão a R$ 2,111.
O dólar voltou a cair hoje, após subir 1,03% ontem reagindo ao leilão surpresa de compra de US$ 3,412 bilhões realizado pelo Banco Central, por meio de contratos de swap cambial reverso. Em meio à expectativa de que a autoridade monetária poderia eventualmente realizar outro leilão nesta quarta-feira, o que não ocorreu, os investidores atuaram na venda de dólar à vista e no mercado futuro desde a abertura, diante de ingressos de recursos de investidores estrangeiros interessados em migrar para aplicações na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).
O cenário externo de valorização de matérias-primas (commodities) e das bolsas internacionais combinado com recuo da divisa dos EUA também influenciou o câmbio local e ajudou a impulsionar os ganhos da Bovespa, que fechou o dia com alta de 1,64%.
Por trás da retomada da trajetória de baixa do dólar, além do fluxo positivo de recursos no dia, está o sentimento de que os ingressos de divisas pelo segmento comercial e financeiro tendem a prosseguir. O otimismo é embasado no resultado do fluxo cambial de abril. No mês passado, segundo o BC, houve entrada líquida de recursos no País de US$ 1,43 bilhão - o melhor resultado desde setembro de 2008, mês da quebra do banco americano Lehman Brothers, que marcou o início do agravamento da crise global. Além disso, os bancos voltaram a aumentar a posição comprada no mercado cambial em abril, para US$ 1,257 bilhão - maior posição comprada das instituições desde novembro de 2008 (US$ 2,53 bilhões).