A revista britânica 'The Economist' divulgou na quinta-feira (26) o índice Big Mac, que calcula o custo do lanche pela taxa de câmbio em 18 países.
De acordo com a pesquisa, o Big Mac no Brasil custa hoje US$ 4,94 e é o 4º mais caro no mundo, perdendo somente para Venezuela, Noruega e Suiça. Nos Estados Unidos, o mesmo lanche é vendido nas lojas do Mc donald's a US$ 4,33. Hong Kong tem hoje o Big Mac mais barato, a US$ 2,13.
O índice Big Mac é calculado pela publicação há 25 anos e leva em conta a paridade do poder de compra, baseado apenas no valor do lanche, não levando em conta uma cesta de produtos como acontece nos cálculos tradicionais.
No novo ranking, o dólar compra um monte de hambúrguer na Rússia, sinalizando que o rublo é barato e o real um pouco caro.
A taxa de câmbio é, assim, calculada a partir do preço do Big Mac em cada país. De acordo com o índice Big Mac, houve algumas grandes mudanças na fortuna desde os primeiros rumores da crise. O bolívar venezuelano passou de 1% a 83%, graças à sobrevalorização inflação alta e uma paridade cambial com o dólar estática que está a criar um desequilíbrio comercial crescente com a América.
O dólar australiano passou de 14% subvalorizado para 8% sobrevalorizada. No início da crise os bancos bem capitalizados da Austrália revelou-se extremamente resistente, mais recentemente, a moeda se beneficiou de uma alta nos preços de commodities, e de fortes exportações para a China.
Por outro lado, a libra esterlina está subvalorizada, desde 2008. (As informações são da revista 'The Economist')