A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) teve um início de semana bastante volátil, pressionada pela queda das bolsas no exterior. Assim como na sexta-feira, o desempenho da Petrobras, em alta, ajudou a conter a baixa da Bolsa. As preocupações com a Hungria e os dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos serviram como pano de fundo para os negócios. A ausência de uma agenda rica em indicadores deixou os investidores em ritmo lento, com reflexo no fluxo financeiro.
Ao fim da sessão, o índice Bovespa (Ibovespa) registrava baixa de 0,80%, aos 61.182,92 pontos. Na pontuação mínima do dia, o indicador atingiu 61.099 pontos (queda de 0,93%) e, na máxima, 62.119 pontos (alta de 0,72%). No mês, o Ibovespa acumula queda de 2,96% e, no ano, baixa de 10,80%. O giro financeiro de hoje foi de apenas R$ 4,945 bilhões. Os dados são preliminares.
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As ações da Petrobras fecharam em alta pelo terceiro pregão seguido e na contramão do petróleo. Petrobras ON terminou o dia em alta de 0,56% e Petrobras PN avançou 0,92%. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), o contrato futuro de petróleo com vencimento em julho recuou 0,10%, para US$ 71,44 o barril. Vale, siderúrgicas e bancos foram os destaques de queda na Bovespa, enquanto os papéis ligados ao varejo, ao consumo e à telefonia registraram alta. Vale ON recuou 3,13% e Vale PNA teve baixa de 2,62%.
A Hungria ganhou os holofotes durante o feriado prolongado no Brasil e, mesmo após os desmentidos de que se transformaria numa nova Grécia, manteve aceso o sinal de alerta dos investidores. Hoje, o governo do país tentou mais uma vez acalmar os ânimos, ao anunciar que está finalizando um plano de ação econômica, a ser divulgado amanhã. O movimento, no entanto, surtiu pouco efeito no mercado acionário: as bolsas europeias terminaram o dia em baixa, assim como os mercados de ações nos EUA.