A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) encerrou os primeiros sete meses do ano com uma alta de 45,85% - a maior para o período nos últimos dez anos, segundo a consultoria Economática. Em 1999, a valorização nos primeiros sete meses do ano foi de 53,91%. Com este resultado, a Bolsa já recuperou toda a perda acumulada em 2008, de 41,2%. Neste mês de julho, a Bolsa encerrou os negócios com valorização foi de 6,41%.
Nesta sexta-feira (31), o dia foi marcado pela divulgação de um resultado do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos melhor do que o esperado. Enquanto a expectativa era uma queda de 1,5% na economia do país no segundo trimestre, o resultado foi um recuo de 1%. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) comemorou durante o dia, mas perdeu força no final e fechou em 54.765 pontos, com alta de 0,53%.
No mercado internacional, Nova York fechou a semana com o índice Dow Jones segurando alta de 0,32%. No mês, a valorização foi de 8%, o melhor julho em 20 anos. A Nasdaq subiu 0,34%. Na Europa, os índices enveredaram pelo caminho da baixa, mas contida. Londres perdeu 0,50%, Paris cedeu 0,27% e Frankfurt recuou 0,53%.
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O dólar no mercado doméstico chega ao final de julho na cotação mais baixa do ano até agora, de R$ 1,865, que também é o menor valor desde o dia 26 de setembro de 2008, o pior período da crise financeira, quando encerrou em R$ 1,853. Isso representa queda de 5,04% em julho e de 20,13% no acumulado de 2009. A tendência de baixa da moeda norte-americana permeou os negócios do mercado doméstico de câmbio durante todo o mês de julho e acompanhou o aumento das apostas dos investidores estrangeiros no real.
Essa aposta no real acompanha a melhora das perspectivas para a economia global que se nota nos diferentes mercados internacionais. Porém, o Brasil tende a se beneficiar mais intensamente dessa retomada, como já vinham avaliando os especialistas durante todo o processo crítico da economia mundial.
A correção no mercado de juros continuou dando as cartas e provocando a alta das taxas futuras de longo prazo. Operadores afirmam que ainda há um ajuste a ser feito, depois que a ata do Copom deixou claro que o ciclo de alívio monetário chegou ao fim. Como o mercado carregava grandes posições vendidas, a expectativa de que o próximo passo da política monetária será de alta de juros reduz o apetite por aplicação nos DIs mais longos.