O Brasil deve liberar a entrada de quase todos os automóveis argentinos que estão parados na fronteira - cerca de 4 mil unidades - até quinta-feira (2), segundo informações de fontes do setor automobilístico argentino. "A promessa que temos do Ministério de Indústria daqui é de que todos serão liberados ainda esta semana", disse uma fonte à Agência Estado.
A contrapartida argentina seria a autorização da entrada de pneus, baterias, calçados, alimentos e outros produtos, também no mesmo prazo. Cada um dos sócios liberaria o equivalente a US$ 40 milhões em mercadorias. A ideia é afrouxar as tensões para preparar a reunião entre a ministra argentina de Indústria, Débora Giorgi, e o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, quinta-feira, em Brasília.
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Neste encontro, os ministros pretendem definir delineamentos gerais das negociações que os setores privados de ambos os países estariam dispostos a aceitar. A Argentina propôs que os setores brasileiros prejudicados pelas barreiras impostas pelo governo de Cristina Kirchner sejam administrados por meio de cotas. O presidente da União Industrial da Argentina (UIA), Ignacio de Mendiguren, conversou por telefone com o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, para retomar o diálogo na próxima semana.
Baterias e demais autopeças, calçados, eletrodomésticos, têxteis e vários outros produtos brasileiros já foram submetidos às cotas argentinas em várias oportunidades anteriores. Agora, as cotas voltariam para estes produtos, que incluiriam ainda máquinas e implementos agrícolas. O Brasil, no entanto, não seria o único obrigado a aceitar cotas. A Argentina também estaria sujeita a essa limitação para suas exportações. Os produtores brasileiros reclamam do leite em pó e do arroz da Argentina.