A inauguração dos voos diretos de Buenos Aires a Brasília, Belo Horizonte e Curitiba, na quinta-feira, 1º, operados pela estatal Aerolíneas Argentinas e sua subsidiária Austral, amplia a frequência semanal de voos da companhia para o Brasil, mas não é suficiente para permitir a renegociação do acordo bilateral de equivalência de frequências, com vistas à ampliação de voos brasileiros para a Argentina.
Pelo acordo atual, cada lado tem direito a alocar 133 frequências semanais às companhias de seu país. Do lado brasileiro, as frequências atingiram o teto com 77 voos da Gol e 56 da TAM, e as companhias pedem mais. Do lado argentino, porém, são realizados 100 voos, 86 da Aerolíneas e 14 da Lan.
O governo privilegia a Aerolíneas Argentinas na distribuição de frequências e não renegocia o acordo bilateral enquanto a estatal não preencher a cota. Em fevereiro, o governo brasileiro autorizou a Aerolíneas a realizar os voos diretos para Brasília, Belo Horizonte e Curitiba.
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As novas rotas somam-se às do Rio, de São Paulo, Porto Alegre, Salvador e Florianópolis. Esta última somente na temporada de verão. A estatal também vai inaugurar um voo direto para Nova York, em setembro. Para as novas frequências, em abril, a Aerolíneas negociou com a Embraer e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a compra de mais dois jatos 190, além dos 20 adquiridos anteriormente.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.