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Indenização de R$ 1 milhão

BRF é condenada por trabalho escravo no Paraná

Redação Bonde com MPT-PR
26 ago 2014 às 17:23

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Reprodução
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A BRF, detentora das marcas Sadia e Perdigão, foi condenada a pagar indenização no valor de R$ 1 milhão por causa das péssimas condições de trabalho em atividades de reflorestamento promovidas em uma fazenda arrendada no município de Iporã, Oeste do Paraná.

A condenação é resultado de uma ação do Ministério Público do Trabalho (MPT) em Umuarama no ano de 2012. A investigação constatou condições laborais precárias e trabalhadores vivendo em condições análogas à escravidão.

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O MPT constatou graves irregularidades trabalhistas na Fazenda Jaraguá, em Iporã. Os problemas iam desde jornada excessiva e condições precárias dos alojamentos, até a contaminação da água fornecida aos trabalhadores para consumo. "A situação encontrada configura trabalho degradante, já que foram desrespeitados os diretos mais básicos da legislação trabalhista, causando repulsa e indignação, o que fere o senso ético da sociedade", afirma o procurador do trabalho responsável pelo caso, Diego Jimenez Gomes.


A BRF alegou que as atividades de reflorestamento eram feitas por empresa terceirizada, o que afastaria sua responsabilidade. A Justiça do Trabalho, contudo, entendeu que a empresa deveria ser condenada porque também é responsável pela garantia de um meio ambiente de trabalho saudável.


Além do pagamento da indenização, a empresa deverá cumprir diversas obrigações quanto à higiene, saúde, segurança e medicina do trabalho, em relação a todos os trabalhadores que, de forma direta ou indireta, prestem-lhe serviços na atividade de reflorestamento.


O valor da indenização será destinado à compra de veículos e equipamentos ao Ministério do Trabalho e Emprego, a serem utilizados em fiscalizações no meio rural.


A BRF é uma gigante do ramo de produtos alimentícios que surgiu a partir da fusão entre Sadia e Perdigão, além de ser detentora de marcas como Batavo, Elegê e Qualy.

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A reportagem tentou contato com a assessoria de imprensa da BRF, que não atendeu as ligações.


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