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British Petroleum quer investir no Brasil

Agência Estado
11 mai 2011 às 14:21

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O presidente da British Petroleum (BP), Guillermo Quintero, afirmou hoje que o Brasil é uma das prioridades da companhia para os próximos anos. "Queremos crescer substancialmente nossa produção aqui e atingir, apenas com áreas já conhecidas, mais do que cem mil barris por dia na metade da década". A afirmação de Quintero ocorreu durante entrevista à imprensa, para anunciar a aprovação pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) da aquisição dos ativos da americana Devon no País. Entre estes ativos está o Campo de Polvo, na Bacia de Campos, que hoje produz 25 mil barris por dia.

Quintero deu a declaração com cautela, sem citar números nem projeções, ao mesmo tempo em que ressaltava os cuidados e investimentos que a companhia fez em segurança. A BP foi protagonista do maior acidente da indústria do petróleo, ocorrido ano passado, no Golfo do México.

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Para aumentar a produção de petróleo, segundo ele, a companhia está contratando sísmicas para estudar melhor as áreas que adquiriu da Devon na Bacia do Parnaíba, e deve contratar também estudos para a área de Polvo. Na região, a OGX tem feito descobertas em reservatórios não convencionais, e a companhia espera, com melhores conhecimentos da área, chegar a outros reservatórios dentro do mesmo campo. Além da reserva que vem sendo explorada, a Devon já havia feito descobertas na área do pré-sal naquele campo. Além disso, a BP conta agora com três frentes para negociar participações em áreas já sob concessão.


O executivo, de origem venezuelana e na companhia há pouco mais de um ano, também evitou comentar os planos da empresa para a área de etanol. Disse apenas que a companhia visa a estar na liderança do processo de produção de etanol no País até o fim da década. Para a área de downstream (que envolve atividades de refinação e logística, entre outras) Quintero descartou planos no curto prazo. "A empresa poderá vender sua produção tanto no mercado interno quanto externo", afirmou.

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Ele também descartou que tenham havido realocações de recursos no Golfo do México para priorizar outras áreas, como o Brasil, por exemplo. No ano passado, a companhia vendeu quatro áreas exploratórias no Golfo. "O Golfo continua sendo nossa principal área de atuação e não existe possibilidade de haver esta transferência de recursos. Mas o Brasil deve ganhar cada vez mais importância no nosso portfólio mundial".


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