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Cai otimismo do empresário no comércio do Paraná

Redação Bonde
31 dez 1969 às 21:33

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Empresários do comércio de bens, serviços e turismo do Paraná estão apreensivos com o comportamento do setor no primeiro semestre deste ano. É o que aponta pesquisa de opinião realizada pela Federação do Comércio do Paraná, e que registrou queda de quase trinta pontos percentuais na expectativa de vendas. Enquanto 84,90% deles esperavam um segundo semestre do ano passado positivo, para o primeiro semestre deste ano esse otimismo está presente em apenas 58,62% dos empreendedores.

"Esse é o menor percentual de expectativa positiva de crescimento nas vendas verificado pela pesquisa de opinião da Fecomércio desde sua instalação, em 2002", explica o presidente do Sistema Fecomércio Sesc Senac, Darci Piana. Segundo ele, a explicação para essa queda esta na crise de crédito que começou nos Estados Unidos, em setembro passado, e que já atinge todos os países do mundo.


Uma redução como esta na expectativa de crescimento deverá se refletir na contenção e/ou adiamento de novos investimentos no comércio e a decorrente redução na oferta de empregos.


As principais dificuldades principais apontadas pelo comércio em relação ao 2.º semestre do ano passado continuam a carga tributária e os encargos sociais elevados; vulnerabilidade a fatores externos como câmbio, redução do crédito, incertezas na economia; falta de qualificação da mão-de-obra; concorrência desleal e insuficiência de capital de giro.


Como vantagens o setor aponta que está preparado para um atendimento diferenciado e ágil, tem preços competitivos, qualidade, diversidade e inovação dos produtos, entre outros.


"Todos os países do mundo adotaram medidas para conter a crise. No Brasil, foram disponibilizadas linhas de crédito e as taxas de juros em algumas linhas foram reduzidas. Ainda não foram suficientes para contornar a crise, mas devem amenizar o impacto", diz Darci Piana. Segundo ele, o Sistema Fecomércio Sesc Senac faz a sua parte para ajudar os empreendedores do comércio, realizando cursos para formação de mão-de-obra especializada, um banco de dados com profissionais capacitados e cursos para melhorar a gestão das empresas.


Além da crise de crédito, outros obstáculos que preocupam os empreendedores do comércio e que podem limitar as atividades incluem o possível crescimento da inflação, a carga tributária que se mantém elevada e continua a exigir uma reforma fiscal, juros altos e falta de infra-estrutura para escoamento da produção - rodovias - e energia, que já dá sinais de limitação com relação à demanda potencial futura.


"Apesar das medidas adotadas, a crise ainda deverá provocar impactos no Brasil, com queda no Produto Interno Bruto (PIB), redução das exportações e adiamento de investimentos privados", salienta Piana. Torcemos - continua o dirigente - que o emprego formal se mantenha positivo mantendo o poder de compra da população".

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Em síntese, a expectativa é de um desempenho mais contido da economia no primeiro semestre de 2009, comparado a igual período de 2007. A forma como autoridades e empresários enfrentarem o primeiro semestre de 2009, será muito importante para sinalizar o desempenho da economia no restante do ano.


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