Em sua primeira visita ao Brasil desde que fracassou o plano de fusão entre Pão de Açúcar e Carrefour, o presidente do Carrefour, Lars Olofsson, conversou ontem com um grupo de jornalistas e afirmou que seu grupo não está à venda, mas que está aberto a fazer uma sociedade. Sobre rumores de que o Carrefour agora negocia uma fusão com o Walmart, ele respondeu que "o Carrefour é o maior varejista de alimentos no País. Evidentemente, muitos estariam interessados no Carrefour. Isso mostra que somos bons. Mas o Carrefour no Brasil não está à venda."
Olofsson acrescentou que "se o Walmart quisesse vender o seu negócio, eu olharia, porque quero crescer. Já sou o número um no Brasil, estamos fazendo uma reestruturação e tivemos progresso nisso. Se alguém quiser vender seu negócio, estou preparado para olhar."
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Ele disse ainda que "o Walmart não ofereceu para vender seu negócio" e, sobre a possibilidade de uma fusão, "não tenho essa ideia". "Estamos aqui para desenvolver nosso negócio no Brasil. Se alguém quiser ser meu sócio, para que o Carrefour se torne mais forte, estou preparado para olhar esse negócio. Assim como olhamos a oferta da Gama (holding de investimentos que apresentou a proposta de fusão entre Pão de Açúcar e Carrefour no Brasil)", afirmou o presidente do Carrefour.
Olofsson foi questionado também sobre quais as alternativas para o Carrefour no Brasil após a proposta de fusão com o Pão de Açúcar não ter dado certo. Segundo ele, "não houve mudanças na estratégia estabelecida em 2009 (quando Olofsson assumiu o comando do Carrefour), que é ser o varejista preferido dos clientes, ser mais eficiente e competitivo e fortalecer nossa posição nos mercados emergentes."
Ele acrescentou que "com esse objetivo, mudamos completamente a gestão no ano passado. Como tivemos problemas de contabilidade, o Luiz Fazzio (executivo responsável pelo Carrefour no Brasil) estabeleceu um novo time. Hoje apresentamos um dos maiores crescimentos que já tivemos no Brasil. Acho que esses problemas de contabilidade criaram rumores de que o Carrefour precisa de dinheiro. Mas nós temos um balanço forte. Não preciso fazer operações financeiras. Não precisamos de um parceiro para continuar a desenvolver nosso negócio no Brasil. Não precisamos de dinheiro." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.