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Cartão de crédito encarece custo de financiamentos

Agência Estado
31 dez 1969 às 21:33

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O cartão de crédito encarece o custo do financiamento às pessoas físicas no Brasil. Essa é a constatação do Banco Central (BC), em um estudo que procurou calcular o custo dos financiamentos de forma mais ampla do que a que faz tradicionalmente. O mesmo levantamento mostra que, se for considerado o universo mais amplo de linhas de crédito, o custo dos empréstimos cai para pessoas físicas e jurídicas.

Normalmente, o BC divulga um levantamento mensal sobre juros e spread bancário (diferença entre o que os bancos pagam para captar recursos e o juro cobrado do cliente) que considera apenas os empréstimos livremente decididos pelas instituições financeiras - como financiamento de capital de giro e crédito ao consumidor. O trabalho divulgado ontem considera também as linhas direcionadas, em que as taxas são controladas, como empréstimos habitacionais e o crédito rural, além das operações de leasing e cartão de crédito, das cooperativas e dos empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Parte dessas linhas tem custo mais baixo do que os financiamentos tradicionalmente considerados pelo BC.

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Nos empréstimos às empresas, constatou-se que o spread praticado em dezembro cai de 18,3 pontos porcentuais, na pesquisa feita tradicionalmente pelo BC, para 8,5 pontos porcentuais na pesquisa mais ampla, refletindo as linhas de juros mais baixos. Para as pessoas físicas, porém, a queda não é tão acentuada. O spread cai de 45,1 pontos para 39,8 pontos porcentuais. "O comportamento das taxas no segmento de pessoas físicas reflete, em grande parte, a inclusão das operações com cartão de crédito, que apresentam taxas superiores à média", diz o estudo.

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A constatação de que o custo do crédito cai quando se considera um universo mais amplo de operações reforça tese da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Em janeiro deste ano, a entidade divulgou estudo mostrando que os dados regularmente divulgados pelo Banco Central mostravam taxas mais elevadas do que as que poderiam ser apuradas se fossem consideradas outras linhas de crédito, além das de livre alocação pelos bancos.


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