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Caso Iguaçu do Brasil já ocasionou depressão, divórcios e até suicídios em Londrina

18 ago 2014 às 17:37

Mais de 600 famílias foram lesadas pela construtora de fachada Iguaçu do Brasil, acusada de aplicar um golpe milionário em Londrina através da construção de imóveis. As vítimas gastaram milhares de reais na aquisição de imóveis, que, na maioria das vezes, sequer chegaram a sair do papel. O valor total do golpe ultrapassa os R$ 100 milhões, de acordo com investigações do Ministério Público (MP).

Os prejuízos, no entanto, estão longe de ser apenas financeiros. "Recebemos a informação na semana passada sobre o nosso terceiro suicídio. Temos também casos graves de depressão profunda, acompanhamento psiquiátricos, diversos divórcios e separações e brigas familiares", contou Eduardo Tomasetti, uma das vítimas da construtora, em entrevista à rádio CBN Londrina.


Ele coordena reuniões semanais com as demais vítimas para evitar que a esperança acabe. "Mas está difícil. A Justiça trata o caso com lentidão e o fato de o principal suspeito, Carlos Alberto Campos de Oliveira, estar solto, nos causa ainda mais indignação", destacou.


A fraude foi descoberta em março do ano passado, através da operação Casa de Papel, do Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco).


Oliveira, que é ex-prefeito de Mandaguari (noroeste do Paraná) e proprietário da Iguaçu, responde a 13 processos judiciais. O nome dele, entretanto, foi retirado do pólo passivo de uma das denúncias. "O juiz da 9.ª Vara Cível de Londrina, que analisa o caso, entendeu que ele não é réu e deixou apenas a pessoa jurídica da Iguaçu como investigada. Isso é um absurdo", esbravejou Tomasetti.

A morosidade do julgamento do caso fez as vítimas procuraram o programa CQC (Custe o Que Custar), da Rede Bandeirantes de Televisão. O caso foi pauta de um dos quadros do programa, "Proteste Já", e vai ao ar para todo o Brasil na noite desta segunda-feira (18). "Esperamos que a reportagem ajude a acelerar a análise", afirmou.


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