As centrais sindicais do Paraná organizam para a quinta-feira (11) a greve geral em todas as cidades do estado. Atos com assembleias de trabalhadores estão previstos desde o início da madrugada, para que funcionários das empresas decidam se aderem ou não à paralisação de atividades durante o dia.
Em Curitiba e na Região Metropolitana, metalúrgicos da Cidade Industrial de Curitiba e de montadoras de veículos de São José dos Pinhais vão começar a decidir sobre a adesão no primeiro turno de trabalho das empresas. Segundo a Força Sindical, caso haja adesão esperada nas primeiras horas do dia, a greve segue durante toda a quinta-feira.
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As demais centrais sindicais (CPS Conlutas, CTB, CUT, NCST e UGT) também programam paralisação de trabalhadores durante todo o dia. Todas as centrais farão, a partir das 16 horas, um ato conjunto, no centro das principais cidades do estado, para exigir do poder público as melhorias trabalhistas.
Os trabalhadores exigem, além de pautas locais, o fim do projeto de Lei que amplia a terceirização de serviços públicos, redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais e o fim do fator previdenciário.
Educação - Os professores e técnicos administrativos da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Instituto Federal do Paraná (IFPR) devem realizar atos em todos os campi das instituições no estado. O Hospital de Clínicas (HC), em Curitiba, também terá protestos, mas não há previsão de paralisação de serviços. As aulas nas instituições serão suspensas.
Segundo a presidente da APP Sindicato, Marlei Fernandes, os professores das escolas estaduais, bem como funcionários das instituições de ensino público, foram chamados para participar da paralisação. Entretanto, a greve vai acontecer no primeiro dia de recesso escolar. "Nós convocamos mas estamos com essa particularidade. Ao menos trabalhos administrativos devem ser suspensos".
Correios e bancos - o Sindicato dos Trabalhadores em Correios do Paraná informou, via assessoria de imprensa, que assembleias de trabalhadores foram realizadas no último fim de semana nas cidades de Curitiba, Londrina, Maringá, Ponta Grossa e Cascavel. Nas ocasiões, os trabalhadores em todas as regionais decidiram pela aprovação do indicativo de greve. Entretanto, somente em assembleias desta quarta-feira os funcionários dos Correios vão decidir se aderem ou não à paralisação e de qual forma (se farão operação padrão, greve parcial ou adesão total durante as 24 horas).
Por parte dos bancários, a orientação, segundo o Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região Metropolitana, é que os fundionários não parem os trabalhos, nem fechem agências. Os trabalhadores do setor devem apenas participar de protestos, reuniões e assembleias.