Na onda das manifestações populares, centrais sindicais paranaenses, após reuniões entre centrais sindicais de todo o Brasil, passam a convocar trabalhadores de várias áreas do estado para uma greve geral no próximo dia 11 de julho. Os sindicalistas pretendem usar o momento de reivindicações para também pautar o governo em decisões que favoreçam os trabalhadores.
Segundo a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Terceiro Grau Público (Sinditest) Carla Cobalchini, os sindicatos convocarão os trabalhadores de cada categoria, além da divulgação na mídia e nas redes sociais. "O Brasil vai parar dia 11, com um protesto articulado, com reuniões".
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Ela explica que a greve será "combinada" com as manifestações populares que começaram no início de junho e que já reúnem diversas reivindicações. "Esse é um momento para marcar. A cada ato a organização desse ato também cresce".
Ela esclarece que um boato sobre greve geral criado no Facebook para paralisação de trabalhadores no dia 1° de julho não corresponde à organização sindical nacional. "Essa [greve do dia 1°] é literalmente uma greve de Facebook. Não sabemos nem quem são os responsáveis. A greve geral será convocada apenas pelos sindicatos, que representam essas categorias".
Dentre as pautas em discussão para a greve geral estão a redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais, fim do fator previdenciário, aumentos salariais, além de melhores condições de saúde e educação.