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Cesta básica fica mais cara em 14 capitais

Agência Brasil
02 dez 2009 às 15:49

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O preço da cesta básica em novembro ficou mais alto em 14 das 17 localidades pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Os maiores aumentos foram constatados em: Fortaleza com 6,97% e valor de R$ 182,16; Goiânia com 4,04% e valor de R$ 205,95 e Natal com 3,71% e valor de R$ 189,73.

A cesta mais cara continua sendo a de Porto Alegre (R$ 254,62), valor 2,55% acima do registrado em outubro. A segunda posição permanece com São Paulo, onde para comprar os produtos básicos, os moradores tiveram de gastar 2,16% mais, pagando R$ 234,99. Na sequência da lista aparece Vitória, com um reajuste de 1,44% que elevou o valor para R$ 227,81.

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No acumulado ao ano, a cesta básica teve queda em 14 capitais, das quais as mais expressivas foram Aracajú (-13,15%), João Pessoa (-12,43%) e Natal (-10,84%). Nos 12 meses fechados em novembro (infalção anualizada), oito localidades tiveram aumento de preços.


Pelos cálculos do Dieese, o salário mínimo necessário deveria ser de R$ 2.139,06, 4,6 vezes superior ao que está em vigor (R$ 465,00) para garantir a compra dos produtos alimentícios e das demais despesas essenciais com moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.


O óleo de soja foi o único produto que ficou mais caro em todas as capitais pesquisadas, com destaque para Porto Alegre, com alta de 8,48%, João Pessoa (8,46%) e Goiânia (7,59%). O tomate teve alta em 12 localidades e a maior foi em Fortaleza (58,18%). Outro destaque foi o açúcar, com elevação em 11 capitais, a maior delas em Curitiba (8,57%).

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Segundo o Dieese, um dos motivos da alta do açúcar foi a quebra de safra na Índia por condições climáticas que elevou a cotação no produto mercado internacional. As chuvas mais intensas na Região Sudeste também influenciaram, por causa da perda na produtividade dos canaviais.


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