Pesquisar

Canais

Serviços

Publicidade
E agora?

CNA teme burocracia do Plano Safra

Agência Estado
22 jun 2009 às 19:35
siga o Bonde no Google News!
Publicidade
Publicidade

O Plano de Agricultura e Pecuária 2009/2010, detalhado ontem pelo ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, e lançado hoje à tarde pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Londrina (PR), vem ao encontro da maior parte das solicitações da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), presidida pela senadora Kátia Abreu (DEM-TO). "Minha preocupação é com a burocracia para se colocar o plano em prática", afirmou.

A senadora está tão reticente com os trâmites existentes entre o anúncio do Plano de Safra e a chegada dos recursos ao interior dos Estados, às mãos dos agricultores e pecuaristas, que ela afirmou que só fará um balanço do plano daqui a um mês. "Estou com boas perspectivas e não quero fazer alarde, chororô, nem crítica antecipada, mas será que vai tirar de verdade o produtor do buraco?", questionou, a respeito do fluxo de tomada de dinheiro pelo agricultor.

Cadastre-se em nossa newsletter

Publicidade
Publicidade


A presidente da CNA salientou que a projeção do governo é de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro de 1% este ano, acima das estimativas da maior parte do mercado. Ela calculou, porém, que, no caso do PIB agrícola, para se empatar com o crescimento do ano passado, seria preciso que o setor apresentasse expansão de 0,80% ao mês a partir de agora até dezembro. Vale lembrar que, no primeiro trimestre deste ano, na comparação com o anterior, o PIB agrícola caiu 0,50%.

Leia mais:

Imagem de destaque
Crise

Um terço das famílias brasileiras sobreviveu com renda de até R$ 500 por mês em 2021, mostra FGV

Imagem de destaque
97,5 milhões de ocupados

Taxa de desemprego no Brasil cai para 9,8%, segundo IBGE

Imagem de destaque
Atenção à data

Termina nesta terça o prazo para entrega da declaração do Imposto de Renda

Imagem de destaque
Resultado animador

Número de inadimplentes de Londrina cai 14% em abril, segundo dados do SPC


A senadora evitou fazer projeções para o crescimento da atividade do setor em 2009. "Projeção somente quando o Plano de Safra começar a fluir. É muita burocracia, demora muito para chegar ao produtor", reforçou. De acordo com Kátia, apesar de o setor ter solicitado um montante de R$ 120 bilhões para o Plano de Safra que tem início em 1º de julho, e o governo ter atendido com um montante de R$ 107,5 bilhões, os recursos estão mais próximos das necessidades dos ruralistas porque houve uma redução da projeção com gastos, de R$ 158 bilhões, há aproximadamente um mês, para R$ 147 bilhões atualmente. "Revisamos a expectativa todos os meses e verificamos que a redução com os custos deve ser de 15% ante a primeira estimativa", afirmou a senadora.

Publicidade


O principal motivo para a diminuição da previsão de gastos está relacionado com o custo dos fertilizantes. "Ficamos com uma quantia mais próxima daquilo que havíamos pedido", comentou. A presidente da CNA ressaltou também, como ponto positivo, a possibilidade de reação do mercado em relação à crise financeira internacional, que secou o crédito desde o final do ano passado. "Os preços internacionais estão reagindo e as tradings podem financiar mais", afirmou.


Sobre a manutenção do juro agrícola em 6,75% ao ano, Kátia mostrou sintonia com a avaliação do ministro Stephanes, expressa na última sexta-feira, à Agência Estado. "Neste momento é mais importante volume de crédito do que patamar de juros", disse a senadora. Ela lembrou que a CNA havia solicitado a redução da taxa e havia essa perspectiva por conta da queda da Selic. "Poderiam baixar mais o nosso juro, mas por conta da crise..."


Defesa

O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, disse que os R$ 107,5 bilhões de recursos para a safra 2009/2010 estarão disponíveis quase que imediatamente para os agricultores comprarem os insumos para o plantio. A afirmação foi feita hoje durante a apresentação do Plano Agrícola e Pecuário no Parque de Exposições Ney Braga, em Londrina, no Paraná. Segundo o ministro, em épocas de crise, os bancos ficam avessos ao risco. "E a agricultura é uma atividade de risco. Em épocas de crise há uma certa dificuldade." Mas Stephanes frisou que o governo será vigilante com o desembolso dos recursos."


Publicidade

Últimas notícias

Publicidade