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Com crise, Suzano Papel e Celulose corta custos

10 ago 2011 às 15:21

A turbulência na econômica mundial fará com que a Suzano Papel e Celulose intensifique a política de controle de custos, revelou nesta quarta-feira, 10, o presidente da companhia Antonio Maciel Neto. Sem revelar projeções, o executivo falou que 100 executivos da companhia estarão reunidos neste final em São Paulo para tratar o tema. "Estamos fazendo agora ainda mais do que estávamos fazendo por conta da situação", afirmou. Na lista de corte estão viagens e o trabalho com consultorias, revelou Maciel.

Além do momento de incertezas na economia global, Maciel destacou diversas vezes a preocupação da companhia com a elevação dos custos. "A madeira, os salários, os dissídios. Todas as contas que fizermos em dólar estão muito caras", destacou o executivo, adicionando à lista de preocupações a valorização do real.


O custo caixa de produção de celulose da Suzano, indicador que melhor dimensiona a competitividade operacional das fabricantes do insumo, saltou de R$ 469 por tonelada no primeiro trimestre para R$ 598 por tonelada no segundo trimestre deste ano, uma variação de 27,4%. Em relação ao primeiro trimestre do ano passado (R$ 464 por tonelada), a elevação foi ainda maior, de 29%. "Imaginamos que o resultado (custo caixa) do terceiro trimestre ficará entre o primeiro e o segundo trimestres", projetou.


Para tanto, a companhia reduzirá o consumo de madeira de terceiros, tendência prevista anteriormente para o segundo semestre. "Teremos maior disponibilidade de madeira", disse. Somente esse item elevou em R$ 55 o custo caixa do segundo trimestre em relação ao primeiro trimestre deste ano.


O ambiente de negócios da companhia é ainda mais desafiador devido ao impacto do câmbio na receita e da queda dos preços da celulose em julho e agosto. "Os preços do terceiro trimestre serão menores do que o segundo trimestre", ressaltou. Segundo Maciel, a companhia tem acompanhado o mercado na trajetória de preços - a concorrente Fibria confirmou na semana uma redução dos preços praticados no mercado europeu a partir de agosto.


Para o quarto trimestre, Maciel destacou que a tendência é mais positiva. A recuperação dos preços da celulose, contudo, ainda está atrelada ao desempenho da economia mundial. "Esperamos uma recuperação de preços no quarto trimestre, mas ela pode não acontecer se o cenário se deteriorar", destacou.

O executivo mostrou otimismo em relação à recuperação da demanda por celulose na Ásia ao longo do segundo semestre, e ressaltou que o Produto Interno Bruto (PIB) da Europa continua a apresentar leve crescimento. As duas regiões respondem por praticamente dois terços das vendas de celulose da companhia brasileira.


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