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Usuários insatisfeitos

Com o fim da greve, agências bancárias amanhecem movimentadas em Londrina

Guilherme Batista - Redação Bonde
27 out 2015 às 13:09

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Guilherme Batista/Equipe Bonde
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As agências bancárias da área central de Londrina amanheceram movimentadas, nesta terça-feira (27), após o fim da greve dos bancários. A paralisação durou 21 dias em todo o país e só acabou depois de os funcionários aceitarem, em assembleias realizadas na noite de segunda-feira (26), a proposta de 10% de reajuste salarial e 14% de aumento nos tíquetes-alimentação oferecida pelas empresas. A greve prejudicou inúmeros usuários de bancos, que dependiam das agências para pagar contas e retirar benefícios.

O operador de máquina Ademir Aparecido de Souza, por exemplo, não conseguiu pagar uma das parcelas de seu apartamento antes do início da paralisação, e vai precisar arcar com os juros acumulados nas últimas semanas. "O valor do boleto, de R$ 724, subiu para R$ 760 por conta dos juros", contou, acrescentando que a conta deveria ter sido quitada no último dia 9, quando os bancários já estavam em greve. "São 18 dias de atraso. Agora, quem é que vai arcar com essa despesa, sendo que eu não tive culpa?", indagou.

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Já o operário Mauro Pereira da Silva depende do dinheiro do PIS/Pasep para pagar as contas de água e luz. Ele não conseguiu retirar a verba antes da paralisação, os débitos venceram e Silva passou as últimas semanas sem saneamento e energia elétrica. "Eu contava com esse dinheiro para fazer os pagamentos e fui surpreendido pelo fechamento dos bancos", observou.


Um dos diversos usuários na fila da agência da Caixa Econômica Federal localizada em frente à Catedral de Londrina, o operário precisou pedir licença no trabalho para resolver a pendência bancária. "Cheguei agora e sei que só vou sair lá pelas três da tarde. Eles gostam de enrolar a gente quando o movimento está menor, imagina com esse monte de pessoas procurando por atendimento", destacou.


A aposentada Conceição Silvério, por sua vez, conseguiu enfrentar pouca fila na agência. Ela chegou cedinho, antes de o banco abrir, e pegou os caixas livres. "Em 40 minutos, consegui pagar umas contas e ainda ser atendida no setor de penhor", disse.


Já sobre os prejuízos causados pela greve dos bancários, a aposentada contou que, por ser viúva, recebe uma pensão mensal da Caixa Econômica, e que vai precisar ficar na fila do caixa no início do próximo mês, "por até quatro horas", para receber o dinheiro. "Eles ficaram de me mandar o cartão (do benefício) neste mês, mas, por conta da greve, adiaram o envio e não me informaram mais nada. Vou ter que ir atrás do cartão em outra agência", contou.


O Bonde também visitou uma das agências do Itaú no calçadão e constatou bastante movimento no setor dos gerentes, mas não nos caixas. A gerência da unidade informou que reforçou o efetivo na manhã desta terça-feira, justamente para atender a demanda reprimida das últimas semanas, mas foi surpreendida com a baixa procura por parte dos usuários.


A secretária-geral do Sindicato dos Bancários de Londrina, Gisa Bisotto, confirmou que o atendimento voltou a ser realizado em todas as agências da cidade, e que o movimento, apesar de expressivo em algumas unidades, é considerado "dentro da normalidade" pelo órgão.

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"Apesar da greve, os bancos conseguiram dar vazão à maioria dos serviços por meio dos caixas eletrônicos, que ofereceram saques, depósitos e consultas, e do internet banking", argumentou.


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