Os postos de combustíveis de Londrina já sofrem com a falta de gasolina, etanol e diesel. Os protestos dos caminhoneiros, que tiveram início na semana passada, impedem a chegada dos produtos. Os motoristas fecharam os pontos de acesso ao município pelas rodovias BR-369 e PR-445. Caminhões com combustíveis e diversas outras cargas são bloqueados pelos manifestantes. O centro de distribuição de Londrina não estaria dando conta de atender a alta demanda dos postos.
Levantamento feito pelo Bonde no final da tarde desta terça-feira (24) mostra que está faltando combustível em estabelecimentos de todas as regiões de Londrina. Um posto da avenida Saul Elkind (zona norte) vende gasolina a R$ 3,35 o litro, mas não há mais etanol para comercializar. Outro estabelecimento localizado na rua Figueira (zona oeste) está sem gasolina, mas continua com a comercialização de etanol e diesel.
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Um posto de avenida Guilherme de Almeida (zona sul), por sua vez, não tem mais gasolina e diesel. "Ainda temos álcool, mas está acabando", revelou uma funcionária do estabelecimento. Um estabelecimento da avenida Tiradentes (zona oeste) também sofre com o déficit de gasolina e diesel.
Por volta das 19h, a reportagem flagrou uma fila de veículos nas duas entradas de um posto localizado no cruzamento entre as ruas Professor João Cândido e Piauí, no centro de Londrina.
Postos das avenidas Maringá e Dez de Dezembro e da rua Rio de Janeiro também foram procurados pelo Bonde e informaram que não têm mais combustível para vender nesta terça-feira. Os estoques de gasolina, etanol e diesel terminaram no meio da tarde e não há previsão para normalização. A situação de desabastecimento também foi encontrada em um estabelecimento da avenida Theodoro Victorelli, na região leste.
A reportagem também entrou em contato com um estabelecimento da avenida Santos Dumont (zona leste), e recebeu a informação de que o local ainda comercializa os três tipos de combustível. O motorista, entretanto, vai precisar esperar pelo menos meia-hora na fila para abastecer.