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'Queda de braço'

Comércio pode ter salário diferenciado em Londrina

Marco Feltrin - Redação Bonde
12 jul 2013 às 16:35
- Arquivo/Bonde
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O Sindicato do Comércio Varejista de Londrina (Sincoval) apresentou no início deste mês uma proposta negociação coletiva para o Sindicato dos Empregados no Comércio de Londrina (Sindecolon) com mudanças significativas nos acordos estabelecidos entre as duas partes.

A principal delas, e mais polêmica, trata de um regime especial de piso salarial, com remuneração diferenciada para os funcionários, de acordo com o porte da empresa.

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Segundo a proposta, os estabelecimentos comerciais seriam divididos em três grupos: microempresas (receita de até R$ 360 mil/ano) , empresas de pequeno porte (entre R$ 360 mil e R$ 3,6 milhões/ano) e demais empresas (acima de R$ 3,6 milhões/ano).

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As microempresas teriam piso inferior ao salário mínimo para algumas funções como pacoteiro, vigia, faxineira, copeira, office boy, tanto durante (R$ 582) quanto após o período de experiência (R$ 663). Para demais funções, a remuneração varia de R$ 582 a R$ 749, também de acordo com o prazo de experiência. Já os comissionistas receberiam R$ 767 desde a contratação.

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Para as empresas de pequeno porte, a remuneração sobe cerca de 8,8%, com mais 8% em média para as demais empresas, consideradas de médio e grande porte.


Segundo o diretor do Sincoval, Roberto Martins, a divisão faz parte de uma modernização exigida pelo comércio de rua, que vem perdendo espaço para shopping centers por conta de falta de flexibilização dos horários. "O comércio de rua acabou ficando marginalizado. Queremos normatizar estes valores, trazer para nossa realidade econômica. Defendemos a existência de um escalonamento. A empresa maior, que deseja trabalhar aos sábados e domingos, teriam um piso superior. É uma justiça com as menores, que não gostariam de abrir aos sábados e domingos e não podem ser sobrecarregadas por isso. É como o simples nacional, que diferencia a tributação entre o pequeno e o grande", compara Martins.

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Questionado sobre o fato de algumas remunerações estarem abaixo do piso nacional (R$ 678), o diretor do sindicato afirmou que trata-se apenas da primeira rodada de negociação, e que o valor mínimo exigido por lei será respeitado.


O vice-presidente do sindicato dos empregados, Manoel Teodoro da Silva, rechaçou a proposta apresentada pelo Sincoval. "Isso demonstra uma falta de vontade de querer negociar. Só para tumultuar o ambiente. A proposta de piso diferenciado é totalmente inviável, qualquer autoridade derrubaria isso".


Data-base
Além do regime especial de piso salarial, o Sincoval propõe mudança da data-base da categoria de 1º de maio para 1º de julho. "Queremos evitar o desgaste que tivemos ano passado, quando a negociação se arrastou até dezembro. Se a empresa não faz antecipação, fica um peso muito grande", argumenta Roberto Martins. "A data-base é um critério nosso, e não vai mudar. Se mudasse, só adiaria o problema. Não é uma solução", rebate Manoel Teodoro da Silva.

As empresas devem voltar a se reunir para continuar as negociações na próxima semana.


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