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"Ajuda para sobreviver"

Companhia aérea quer que funcionários trabalhem de graça

BBC Brasil
16 jun 2009 às 15:21
- Reprodução
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A empresa aérea British Airways pediu aos funcionários que trabalhem de graça, por até um mês, para ajudar a companhia a sobreviver.

O diretor executivo da BA, Willie Walsh, já concordou em abrir mão de seu salário mensal de 61 mil libras (cerca de R$ 193 mil) no mês de julho.

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O apelo foi enviado por e-mail a mais de 30 mil funcionários no Reino Unido, pedindo a eles que sejam voluntários para trabalhar de graça ou tirar licença sem vencimento num período que pode variar de uma semana a um mês. O desconto no salário será feito em parcelas, de três a seis meses.

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No mês passado, a BA teve prejuízo anual recorde de 401 milhões de libras (cerca de R$ 1,273 bilhões), em parte por conta do alto preço do combustível e outros custos. Walsh explicou que a iniciativa para cortar gastos é uma "luta pela sobrevivência".

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"Estou tentando que todas os setores da empresa tomem parte, de alguma maneira, nesta forma de economizar dinheiro para ajudar o plano de sobrevivência da companhia", disse ele.


Nas últimas semanas, a BA realizou reuniões de emergência com sindicatos trabalhistas na empresa, buscando maneiras de economizar dinheiro.

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Os detalhes de um amplo acordo de pagamento e produtividade devem ser anunciados na quarta-feira.


Esquema flexível

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Um porta-voz da empresa disse que eles não têm uma meta de economia exata com este plano. "O máximo que pudermos, mas não temos um número", disse ele.


A ideia foi lançada pela primeira vez no mês passado, quando a empresa pediu aos funcionários que se candidatem a um mês de licença não remunerada, ou trabalhem de graça durante o período. Este pedido atraiu mais de mil candidatos.


Mas a versão mais recente do esquema, lançado na semana passada por e-mail e em um artigo no jornal interno da companhia, é mais flexível e aceita voluntários para até uma semana.

A BA pede que os funcionários se apresentem até o fim do mês. A empresa disse que outras companhias, como a Cathay Pacific, lançaram iniciativas semelhantes, e a maioria dos funcionários participaram.


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