O retorno do crédito e da confiança do consumidor deve reduzir "em breve" o porcentual das compras à vista de veículos, acredita o presidente da Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (Anef), Luiz Horácio Montenegro
Segundo ele, 44% das compras de veículos realizadas em abril - a grande maioria de veículos leves e de passeio - foram pagas à vista. Esse número deve voltar a níveis pouco acima de 30% no curto prazo, espera o dirigente da Anef, amparado pelas perspectivas de que o mercado de crédito fique mais irrigado e que o consumidor fique mais confiante nas decisões de compra.
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Dados divulgados pela Anef referentes ao primeiro trimestre do ano mostram que 41% das aquisições de veículos foram pagas à vista, 29% por meio de leasing, 25% via crédito direto ao consumidor (CDC) e 5% por consórcio.
O dispêndio de dinheiro vivo na compra de veículos foi aumentando gradativamente desde o final do ano passado, quando a crise financeira global restringiu as fontes de financiamento. Também foi incentivado, embora em menor medida, pela redução do IPI na compra destes bens, o que levou muitos consumidores a anteciparem suas compras.
Para Montenegro, o crédito ainda não voltou à sua antiga forma, embora esteja retornando aos patamares verificados em julho, agosto de 2008, e "o critério de análise de crédito não é mais o mesmo", uma vez que as instituições financeiras precisam valer-se de mecanismos mais rígidos na concessão de recursos para controlar a inadimplência.
Com relação ao saldo das carteiras de CDC e leasing para aquisição de veículos por pessoas físicas, Montenegro acredita que subirá de 10% a 15% ante 2008, somava R$ 138,1 bilhões, para algo próximo de R$ 160 bilhões. O executivo participa do seminário "AutoData - Setor Automotivo: revisão das perspectivas para 2009".