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Construção naval prevê contratar 15 mil em três anos

30 mai 2011 às 14:29

A construção naval continua em franca expansão no Brasil. Com crescente abertura de vagas desde o ano 2000, o Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval) trabalha com perspectiva otimista e prevê que cerca de 15 mil empregos diretos serão criados nos próximos três anos.

"O cenário positivo é baseado nas contratações de navios e de plataformas, previstos no programa da Petrobrás, e na implantação de estaleiros em Alagoas, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Pernambuco e Espírito Santo", diz o presidente do Sinaval, Ariovaldo Rocha.


De olho nessa movimentação, o estudante de engenharia da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), Igor Rodrigues de Assis, de 24 anos, escolheu a área naval. "Fiquei sabendo que o curso estava em ascensão e o mercado estava aquecido, com falta de profissionais", afirma Igor, que está no último ano da graduação.


O estudante, que faz estágio no Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT), só reclama do fato de a capital paulista não oferecer muitas oportunidades para estagiários e formados, apesar da sua universidade contar com um dos melhores cursos do País. O problema é óbvio: a cidade fica longe do mar.

No curso de engenharia naval da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), os alunos não têm dificuldades para achar estágios e empregos perto de casa. "Faltam profissionais em todos os níveis: engenheiros, tecnólogos e técnicos. É uma demanda que não é atendida, e a velocidade de formação não acompanha. Por isso, a empregabilidade dos nossos recém-formados está perto dos 100%", afirma o chefe do departamento de Engenharia Naval e Oceânica da UFRJ, Luiz Felipe Assis.


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