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Ainda assim, excessivo

Consumidor paga o juro mais baixo dos últimos 14 anos

Folha de Londrina
16 out 2009 às 09:20
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As taxas de juros ao consumidor caíram em setembro para o menor nível já registrado (7,01% ao mês, em média) pela Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), que iniciou sua pesquisa em 1995. A entidade verificou que nos últimos oito meses os juros praticados no mercado caíram de forma consecutiva, mesmo com o fato de que o Banco Central não ter mexido na taxa Selic (8,75%), que serve de referência para bancos e financeiras em suas operações.

''Estas reduções podem ser atribuídas à melhora no cenário econômico e maior competição no sistema financeiro'', avalia Miguel José Ribeiro de Oliveira, coordenador da pesquisa da Anefac. O levantamento da associação aponta uma taxa de juros média de 7,01% para a pessoa física em setembro, ante 7,08% em agosto e 7,46% em setembro de 2008. Apesar das quedas recentes, tomar empréstimos a essa taxa ainda significa ver a dívida mais que dobrar (125,47%) ao final de um ano.

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Os juros praticados no cartão de crédito (10,68% ao mês) continuam no topo da lista das taxas mais caras e não se alteraram desde fevereiro de 2009. Nas financeiras, que oferecem o segundo juro mais alto (pelo levantamento da Anefac), a taxa média recuou de 10,62% ao mês para 10,48%. E nas linhas de cheque especial, a taxa de juros cedeu de 7,38% para 7,34% enquanto os juros do empréstimo pessoal nos bancos passou de 5,15% para 5,02%.

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Pessoa jurídica

A Anefac também detectou um decréscimo nas taxas de juros oferecidas para as empresas. O juro médio dos empréstimos para pessoa jurídica caiu para 3,89% ao mês em setembro, ante 3,98% em agosto e 4,36% em setembro de 2008. Anualizada, essa taxa representa um juro de 58,08%. No topo da lista de taxas mais caras, o juro médio da conta garantida (o ''cheque especial'' da pessoa jurídica) passou de 5,38% ao mês para 5,24%. Já o custo do capital de giro passou de 3,56% ao mês para 3,49%, enquanto o juro praticado nas linhas para desconto de duplicatas passou de 3,45% ao mês para 3,39%.


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