A Diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) acatou hoje (22/7), durante Reunião Pública, pleito da Copel Distribuição S.A. para o reajuste tarifário de 24,86% na média, sendo 23,88% para o consumidor residencial e 26,28% para a alta tensão (indústria). O reajuste da Copel estava suspenso desde 25/6/14, data em que a Agência acolheu o pedido da empresa e decidiu suspender o percentual de 35,05% anteriormente aprovado, até apreciação do diferimento proposto. O percentual será retroativo a 24/6/14 para 4,2 milhões de unidades consumidoras localizadas em 396 municípios do Paraná.
No início de junho, a Copel pediu um reajuste de 32,4% à Aneel, pleito atendido pela Agência Reguladora que, acatando os cálculos da distribuidora paranaense, autorizou um aumento ainda maior. O anúncio de um reajuste de 35,05% assustou o consumidor paranaense e foi amplamente usado politicamente durante o último mês. O governador Beto Richa (PSDB) disse ter sido pego de surpresa pelo aumento (pedido por uma empresa de seu governo) e declarou que ia determinar estudos para reduzir o índice, atribuindo o cálculo ao governo federal. A oposição e o governo federal acusaram o governador de criar um fato político e lembrou que o aumento foi pedido pela Copel.
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No diferimento proposto pela Copel, os mais de 12 pontos percentuais que não foram aplicados neste ano serão considerados no reajuste de 2015. Assim, se o custo com a distribuição de energia não aumentar nada e a inflação no período for zero, a conta de luz já aumentará em 12,65%. Manobra semelhante foi adotada por Beto Richa no ano passado, quando, em meio aos protestos de rua em junho, o governador segurou o reajuste da tarifa de energia. E o efeito daquela decisão foi sentido no aumento neste ano.