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Cooperados destituem presidente e assumem a Corol

13 jun 2013 às 17:33

O Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) reconsiderou decisão do final do mês passado, que havia anulado os efeitos de uma assembleia que tinha destituído o Conselho Administrativo e Fiscal da Corol Cooperativa Agroindustrial. O encontro foi realizado pelos cooperados em 28 de maio. No mesmo dia, advogados do então presidente da Corol, Eliseu de Paula, conseguiram suspender a assembleia no TJ.

No pedido de reconsideração, os responsáveis por convocar o encontro comprovaram a participação de pelo menos 20% dos cooperados no evento com a apresentação de um abaixo-assinado e com a publicação do que foi discutido em jornais da região. A retratação do desembargador Luiz Sérgio Neima de Lima Vieira impediu a realização da eleição da nova diretoria da Corol, marcada para o início da tarde desta quinta-feira (13).


"A eleição havia sido agendada pela antiga diretoria, destituída legitimamente segundo a retratação do TJ. Como foi marcada por diretores destituídos, a assembleia de hoje, para a escolha da nova diretoria, perdeu a validade. Logo, a eleição, se realizada, também teria efeito nulo", explicou o advogado dos cooperados, Anacleto Giraldelli Filho.


O defensor lembrou ainda que a assembleia do último dia 28 não só destituiu a atual diretoria da Corol, mas também designou os nomes dos cooperados João Menolli, Tercílio Aparecido Chiquetti, Euclênio Vendrametto Júnior, Antonio José Quaglio, Daniel Alfredo Rosenthal e José Mendonça para integrar a comissão provisória de conselheiros e fiscalizadores. O grupo será empossado às 10h desta sexta-feira (14). "Eles terão o objetivo de auditar todas as contas da Corol e apresentar o balanço dos trabalhos aos associados", destacou o advogado.


Será a primeira vez em 30 anos que a Corol vai ser comandada pelos cooperados. Nas últimas três décadas, a cooperativa teve à frente Eliseu de Paula. "Esta é a vitória do cooperativismo. Para mostrar que a cooperativa é dos associados e não de um homem só", comemorou Daniel Rosenthal, ressaltando a importância da Corol no cotidiano dos pequenos e médios produtores. "É um elo entre eles e o investimento."


Questionado sobre o futuro da Corol, Rosenthal foi taxativo: "a cooperativa vai acabar. Não dá para resgatá-la. O que a gente precisa fazer agora é liquidar todas essas dívidas. Se a cooperativa deve, quem deve é o cooperado. Precisamos zerar essas contas", argumentou.


A Corol passa por sérios problemas financeiros desde 2009. As dívidas se acumulam em R$ 300 milhões.

Um dos problemas mais graves é que 600 cooperados assinaram 903 Notas de Crédito Rural, garantindo financiamento para a Corol junto ao Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), totalizando mais de R$ 15 milhões. No entanto, o compromisso não foi honrado pelo antigo Conselho Administrativo e Fiscal, sendo que algumas notas já foram protestadas.


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