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Cooperativas confirmam possibilidade de fusão

Victor Lopes/Equipe Folha
26 mai 2010 às 08:50

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Com uma expectativa de negócios que deve atingir R$ 3 bilhões em três anos, as cooperativas agroindustriais Cocamar, de Maringá, Corol, de Rolândia, e Cofercatu, de Porecatu, confirmaram ontem, por intermédio de seus presidentes, a possível fusão entre elas nos próximos meses.

Há cerca de 40 dias, uma empresa paulista foi contratada pelas cooperativas para realizar um estudo prévio com o objetivo de avaliar o potêncial das três envolvidas e projetar os próximos passos da transação. No dia 11 de junho, Corol e Cocamar realizarão pré-assembleias com os cooperados para explicitar todos os detalhes da transação.

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O presidente da Corol, Eliseu de Paula, disse ontem que as cooperativas ''estão afinadas'' e conversando há mais de um mês. ''As diretorias já abençoaram o estudo, agora está sendo avaliada a viabilidade e o potêncial de cada cooperativa. Faremos assembleias conjuntas para decidir outros detalhes, como os modelos de gestão. Os nomes devem permanecer'', salientou.


Com a possível fusão, as cooperativas somarão mais de 15 mil cooperados e atenderão cerca de 120 cidades no Paraná. Questionado pela FOLHA se a fusão seria a melhor alternativa para que a Corol supere seu difícil momento financeiro, Eliseu foi ponderado. ''Dificuldades existem em todos os tempos e posso dizer que esta fusão é na dor e no amor. Juntas, fica mais fácil de transpor as dificuldades. É uma negociação inteligente e saudável como tantas que vemos. No final, o resultado tem que ser benéfico ao produtor, que é o principal interessado''.


Para Luiz Lourenço, presidente da Cocamar, as cooperativas devem ter um prazo de 90 a 120 dias para ''digerir o estudo''. ''É o estudo que vai determinar como vamos realizar esta fusão. Apoiamos a Corol em várias ações comerciais e por isso houve o interesse'', retratou. Em relação a novos investimentos, Lourenço destacou que as cooperativas ''utilizarão o potêncial que têm no momento''.


O Presidente da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), João Paulo Koslovski, foi procurado ontem pela FOLHA e prometeu dar uma posição sobre o assunto hoje.


Reestruturação


Para o presidente da Cofercatu, José Otaviano de Oliveira Ribeiro, a cooperativa não poderia ficar de fora do estudo. ''Se for um bom negócio, a fusão será possível. Por enquanto não realizaremos pré-assembleias, apenas enviaremos por carta um comunicado aos cooperados sobre todo o processo que estamos trabalhando'', relatou Ribeiro.


Desde que vendeu sua destilaria, no ínicio de abril, a Cofercatu - que possui cerca de 860 cooperados - está passando por um período de reestruturação. Segundo o presidente, são dois projetos distintos. ''Trabalhamos com um projeto de viabilidade da cooperativa trabalhar sozinha, e agora, com a possível fusão. Todos ficam um pouco desconfiados, esperando uma situação concreta, por isso queremos fazer um negócio bem feito''


'Autoritarismo'

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As acusações de ''autoritarismo'' feitas por dois cooperados da Corol entrevistados anteontem pela FOLHA foram negadas com veemência pelo presidente Eliseu de Paula. ''O que eles disseram é uma inverdade, uma infelicidade total. Todos estão cientes sobre tudo que está acontecendo. Não existe ''autoritarismo'' algum. Aliás, os dados que foram passados estão todos trocados'', replicou o presidente da cooperativa.


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