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Copel anuncia fim do desconto na conta de luz

Redação Bonde
08 jul 2010 às 18:58

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O presidente da Copel, Ronald Ravedutti, informou nesta quinta-feira (8) que o desconto nas contas de luz para os consumidores pontuais no seu pagamento deixou de vigorar. "O desconto, que neutralizava os efeitos do reajuste tarifário médio de 12,98%, fixado em junho de 2009 pela Aneel, foi autorizado pelo Conselho de Administração da Companhia para vigorar de julho de 2009 até junho de 2010", explicou o executivo. "Até o momento, não houve deliberação dos colegiados superiores de gestão da Companhia, especificamente seu Conselho de Administração e a Assembleia Geral de Acionistas, pela sua continuidade".

Ronald Ravedutti observou que durante todos os 12 meses em que a Copel, com autorização do Conselho, deixou de aplicar aquele percentual às contas de luz, foram mantidos em poder da população e em circulação na economia paranaense cerca de R$ 600 milhões. "Nenhuma outra empresa elétrica do Brasil fez para os seus consumidores o que a Copel tem feito em favor dos paranaenses por ela atendidos", enfatizou o presidente.

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"Além de praticar uma tarifa que, mesmo sem a aplicação de qualquer desconto, continua sendo a menor do País entre as concessionárias de porte comparável, a Copel ofereceu a todos os paranaenses até junho de 2010, independentemente de sua condição econômica ou da categoria de consumo, eletricidade a preços de junho de 2008", detalhou. "Esse benefício, oferecido num momento em que os reflexos da crise econômica mundial ainda eram sentidos no Paraná, foi bastante importante e nenhum outro brasileiro, além dos clientes da Copel, pôde usufruir".

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O presidente da Copel também ressaltou que a prática dos descontos para neutralizar o reajuste médio de 12,98% concedido pela Aneel em junho de 2009 deixou de se justificar como benefício social. "Observamos que o desconto deixou de cumprir sua finalidade social, quando cerca de 50% das contas de luz não mais eram pagas até o vencimento, e que a grande maioria dessas contas era de famílias com padrão de consumo muito pequeno". Segundo Ravedutti, as famílias mais pobres eram penalizadas, pois ao quitar a conta de luz após o vencimento pagavam tarifa já reajustada, mais elevada que aquela paga pelas famílias de melhor condição econômica (com AEN).


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