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Copel tem lucro expressivo no semestre

12 ago 2009 às 21:22

A Copel registrou um lucro líquido acumulado de R$ 562 milhões ao final do primeiro semestre de 2009, resultado considerado "adequado" pelo presidente da Companhia, Rubens Ghilardi. "Considerando a atual conjuntura de mercado e os reflexos da crise econômica internacional sobre as empresas brasileiras de forma geral e sobre o setor de energia elétrica em particular, o balanço da Copel relativo ao primeiro semestre revela números satisfatórios", avaliou o executivo.

Segundo ele, apesar de o lucro líquido ter sido 8,3% menor que o resultado apurado na primeira metade de 2008, o desempenho da Copel no conjunto das empresas elétricas mostra que o Paraná tem se mostrado menos sensível aos efeitos da crise econômica do que outros estados brasileiros.


"Prova disso é que o consumo acumulado de energia elétrica no mercado atendido diretamente pela Copel aumentou 2,5% durante o primeiro semestre deste ano em comparação com o mesmo período de 2008, quando não existia qualquer sinal de crise e todos os setores da economia operavam a plena força", sustentou Rubens Ghilardi.


"Em contraposição ao crescimento de consumo no Paraná, a Região Sul teve diminuição de 1,8% e o Brasil, de 2,7%". Particularmente no segmento industrial, a Copel registrou redução de 4% nos níveis de consumo, enquanto a Região Sul teve queda de 9,4% e o Brasil, de 11,4%.


RECEITA - O crescimento no consumo de eletricidade resultou na elevação de 1,7% na receita operacional líquida da Copel, que atingiu R$ 2,7 bilhões no semestre. A rentabilidade sobre o patrimônio líquido atingiu 7% e o índice Lajida (iniciais de "lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização"), que mede a capacidade de geração de caixa das empresas, foi de R$ 942 milhões.


DÍVIDA MENOR - O endividamento da Copel continua sendo um dos menores entre todas as empresas do setor elétrico brasileiro, totalizando R$ 1 bilhão 667 milhões – o que corresponde a 19,4% do seu patrimônio líquido. Esse percentual cai para 16,3% se forem desconsideradas as operações de debêntures que são de responsabilidade da Elejor e Compagas, empresas controladas pela Copel.


INVESTIMENTOS - O programa de investimentos da Copel em 2009, orçado em R$ 1,1 bilhão e que é o maior já formulado pela Companhia, demandou até 30 de junho recursos de R$ 439,5 milhões. A maior parcela – R$ 332,4 milhões – foi destinada a obras de expansão, melhoria e modernização do sistema de distribuição de energia elétrica.

No mesmo período, a Copel investiu R$ 59 milhões nas obras da Usina Mauá, no rio Tibagi, entre os municípios de Ortigueira e Telêmaco Borba. A hidrelétrica, com 361 megawatts de potência e capacidade para atender ao consumo de uma cidade com 1 milhão de habitantes, está sendo construída pela Copel em parceria com a Eletrosul. O empreendimento tem orçamento total estimado em R$ 1 bilhão e previsão de começar a operar em 2011 (com Agência Estadual de Notícias).


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