A Copel registrou um lucro líquido acumulado de R$ 562 milhões ao final do primeiro semestre de 2009, resultado considerado "adequado" pelo presidente da Companhia, Rubens Ghilardi. "Considerando a atual conjuntura de mercado e os reflexos da crise econômica internacional sobre as empresas brasileiras de forma geral e sobre o setor de energia elétrica em particular, o balanço da Copel relativo ao primeiro semestre revela números satisfatórios", avaliou o executivo.
Segundo ele, apesar de o lucro líquido ter sido 8,3% menor que o resultado apurado na primeira metade de 2008, o desempenho da Copel no conjunto das empresas elétricas mostra que o Paraná tem se mostrado menos sensível aos efeitos da crise econômica do que outros estados brasileiros.
RECEITA
O crescimento no consumo de eletricidade resultou na elevação de 1,7% na receita operacional líquida da Copel, que atingiu R$ 2,7 bilhões no semestre. A rentabilidade sobre o patrimônio líquido atingiu 7% e o índice Lajida (iniciais de "lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização"), que mede a capacidade de geração de caixa das empresas, foi de R$ 942 milhões.
DÍVIDA MENOR
O endividamento da Copel continua sendo um dos menores entre todas as empresas do setor elétrico brasileiro, totalizando R$ 1 bilhão 667 milhões – o que corresponde a 19,4% do seu patrimônio líquido. Esse percentual cai para 16,3% se forem desconsideradas as operações de debêntures que são de responsabilidade da Elejor e Compagas, empresas controladas pela Copel.
Ao assumir o Governo do Estado em janeiro de 2003, o governador Roberto Requião recebeu uma Copel deficitária (prejuízo de R$ 320 milhões no exercício de 2002) e com uma série de graves problemas a resolver, como os contratos lesivos de compra de energia cara e desnecessária, que praticamente quebrariam a Companhia antes de terminado o ano. Entre os problemas, estava um preocupante endividamento de R$ 2,2 bilhões, que correspondia a um comprometimento de 47% do seu patrimônio líquido.
INVESTIMENTOS
O programa de investimentos da Copel em 2009, orçado em R$ 1,1 bilhão e que é o maior já formulado pela Companhia, demandou até 30 de junho recursos de R$ 439,5 milhões. A maior parcela – R$ 332,4 milhões – foi destinada a obras de expansão, melhoria e modernização do sistema de distribuição de energia elétrica, que responde pelo atendimento direto às 3,5 milhões de ligações que formam o mercado cativo da Companhia. Os investimentos do primeiro semestre nas áreas de geração e transmissão de energia elétrica somaram R$ 31,5 milhões e em telecomunicações, R$ 16,6 milhões.
No mesmo período, a Copel investiu R$ 59 milhões nas obras da Usina Mauá, no rio Tibagi, entre os municípios de Ortigueira e Telêmaco Borba. A hidrelétrica, com 361 megawatts de potência e capacidade para atender ao consumo de uma cidade com 1 milhão de habitantes, está sendo construída pela Copel em parceria com a Eletrosul. O empreendimento tem orçamento total estimado em R$ 1 bilhão e previsão de começar a operar em 2011.