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Crescimento de 6,5%

Copel tem lucro líquido de R$ 272 milhões no trimestre

Redação Bonde
31 dez 1969 às 21:33

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A Copel registrou lucro líquido de R$ 272 milhões ao final do primeiro trimestre de 2009, resultado 6,5% superior aos R$ 255,5 milhões apurados no mesmo período do ano passado. O valor superou as expectativas de alguns analistas de mercado, que projetavam lucro líquido semelhante ou até menor que o do primeiro trimestre de 2008, por conta dos efeitos da crise financeira internacional.

O crescimento do mercado consumidor atendido pela Copel foi o principal responsável pelos números divulgados no balanço da empresa. As vendas de energia elétrica para o mercado cativo, formado por 3,5 milhões de ligações em 393 dos 399 municípios paranaenses, apresentaram expansão de 2,6% ao final dos três primeiros meses de 2009 ante o mesmo período de 2008. Já o mercado total, que considera consumidores cativos e livres, registrou variação positiva de 1,8%.

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MENOS AFETADO — Para o presidente da Copel, Rubens Ghilardi, os números do consumo de energia elétrica comprovam que o Paraná está sendo menos afetado pelos reflexos da crise internacional que o restante do País. "Os programas de incentivo à produção e à geração de empregos implementados pelo governador Roberto Requião desde 2003 estão surtindo reais efeitos", disse o executivo.


Outro dados significativos do balanço trimestral da Copel — a rentabilidade sobre o patrimônio líquido foi de 3,4%. Se anualizado, o índice resulta numa rentabilidade de 13,5%. A capacidade de geração de caixa, medida pelo Lajida – Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, cresceu 4,8% no período, saltando de R$ 446,7 milhões para R$ 468,2 milhões. Os investimentos no período atingiram R$ 183,2 milhões, cabendo a maior parcela – R$ 139,9 milhões – a obras de melhoria e ampliação dos serviços de distribuição de energia elétrica. A construção da Usina Mauá, no rio Tibagi, em parceria com a Eletrosul, absorveu recursos da ordem de R$ 30,7 milhões.


REDUÇÃO — A Copel também reduziu significativamente o endividamento, que já era um dos menores dentro do setor elétrico brasileiro. No início de fevereiro, a empresa liquidou sua terceira emissão de debêntures ocorrida em 2005, amortizando entre principal e juros aproximadamente R$ 190 milhões.

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Assim, ao final de março a dívida total da Copel chegava a R$ 1,657 bilhão, o equivalente a 19,9% do patrimônio líquido. Deduzidos desse total os compromissos das duas empresas controladas (Elejor e Compagas), o percentual de endividamento cai para 16,6%. "Por orientação do governador Roberto Requião, temos feito um grande e bem sucedido esforço para reduzir o endividamento da Copel", observou o presidente.


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