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Copel testa nova câmara subterrânea para transformador

05 jul 2010 às 19:42

A rua Desembargador Westphalen, entre as ruas Emiliano Perneta e José Loureiro, no Centro de Curitiba, está, desde o último sábado (3), parcialmente bloqueada ao tráfego de veículos para que a Copel e o Instituto de Tecnologia para o Desenvolvimento (Lactec) possam instalar uma câmara subterrânea para abrigar um transformador de energia.

O aparato integra a rede subterrânea de distribuição de energia elétrica da Copel que serve à região central da Capital, implantada há cerca de 40 anos em substituição à rede elétrica aérea convencional. Naquele trecho, a capacidade do sistema precisará ser reforçada em razão do crescimento do consumo.


As obras devem durar até a quarta-feira, dia 7 e a passagem de veículos será feita apenas em meia-pista, sob a orientação de agentes de trânsito. Os serviços estão concentrados num pequeno trecho de 10 metros da Desembargador Westphalen, logo após a rua Emiliano Perneta, do lado esquerdo da quadra. Os trabalhos não impedem o acesso a nenhuma garagem nem interferem na movimentação de pedestres sobre a calçada.


MENOR PESO E MAIS SEGURANÇA


A câmara instalada neste final de semana é a parte prática de um estudo que vem sendo realizado há 2 anos pela Copel, em parceria com o Lactec. A estrutura pesa cerca de 40% menos que as 25 toneladas das câmaras tradicionalmente utilizadas nas redes subterrâneas e, caso o projeto se mostre viável, poderá vir a ser adotado doravante pela Copel.


A principal característica dessa câmara reside na sua instalação, que é feita em duas fases. Em lugar de um conjunto inteiriço como é a câmara tradicional, a nova peça tem suas paredes pré-moldadas instaladas primeiramente, sendo o piso de fundo produzido depois, a partir da massa de concreto jogada em seu interior.


O novo método também se mostra mais seguro para os operários encarregados de nivelar o solo, a quase 5 metros de profundidade. Os trabalhadores só descem depois de instalado o primeiro conjunto, formado pelas paredes laterais, ficando protegidos contra eventuais deslizamentos de terra pelas estruturas de concreto.

Depois de concluída a instalação, a nova câmara ficará em regime de testes, sob monitoramento, pelos próximos seis meses.


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