O dólar comercial subiu 2,03% hoje e fechou cotado a R$ 1,963 no mercado interbancário de câmbio, após oito sessões consecutivas de queda, período em que acumulou uma desvalorização de 5,45%. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar de liquidação à vista avançou 2,10% hoje e também encerrou o pregão a R$ 1,963.
O operador de câmbio José Roberto Carreira, da Fair Corretora, atribuiu a correção das cotações do dólar no mercado local a um movimento de realização de lucros, estimulado pela virada hoje do cenário externo, com valorização da moeda norte-americana em meio às quedas de preços de commodities e das Bolsas europeias e norte-americanas, que puxaram junto a Bovespa. "Com o tombo recente do dólar, as tesourarias de bancos que têm vencimentos de compromissos previstos para médio prazo aproveitam para repor posições compradas à taxa pouco acima de R$ 1,90, até porque sabem que, posteriormente, haverá demanda garantida pelo Banco Central por meio dos leilões de compra." Ainda assim, avaliou, essa realização de lucros tende a ser pontual e decorrente da piora externa. Havendo uma retomada dos ganhos nas Bolsas, o dólar deverá voltar a cair". Segundo Carreira, essa correção das cotações atraiu exportadores à venda de moeda, o que pode ter ajudado a reforçar os negócios.
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Pelos dados do BC divulgados hoje, em maio houve um fluxo comercial positivo de US$ 1,551 bilhão e um fluxo financeiro positivo de US$ 1,583 bilhão, que resultaram em um fluxo cambial total favorável de US$ 3,134 bilhões. Deste montante, o BC retirou do mercado US$ 2,748 bilhões, por meio de leilões de compra no mercado à vista.