A CVC Brasil Operadora e Agência de Viagens entrou com pedido nesta segunda-feira (8) na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para fazer sua abertura de capital (IPO, na sigla em inglês). A operadora pretende fazer uma oferta secundária de ações, segundo minuta do prospecto preliminar da oferta. O cronograma da operação e o total de ações ofertadas ainda não foram informados.
O acionista que está vendendo as ações é o BTC Fundo de Investimento em Participações, que tem 27,5 milhões de ações ordinárias (ON) da CVC, o equivalente a 63% do capital da operadora de turismo. A oferta terá a venda de lote extra e suplementar, dependendo da demanda. O BTC pertence ao fundo de private equity americano Carlyle, que comprou o controle da operadora em dezembro de 2009.
A operação não terá emissão de novas ações, mas vai contar com garantia firme dos coordenadores contratados. Nesse tipo de operação, os bancos se comprometem a comprar as ações que não tenham sido adquiridas por investidores do mercado. O prospecto informa ainda que será feito esforço de venda dos papéis no exterior. O coordenador líder da oferta é o Itaú BBA. Morgan Stanley, Bank of America Merrill Lynch e BTG Pactual também participam.
Na sexta-feira, dia 5, a CVC entrou na CVM com pedido de registro de companhia aberta. Este será o segundo IPO de uma empresa brasileira que recebeu investimentos do fundo americano. A primeira foi a Qualicorp, que mesmo em meio a um cenário pouco favorável à captação de recursos via emissão de ações, conseguiu levantar R$ 1,085 bilhão com sua oferta.
A CVC é a maior companhia de viagens da América Latina em valor de reservas contratadas, número de passageiros embarcados e pacotes de turismo vendidos em 2010, segundo informações do prospecto preliminar. Em 2010, a empresa registrou um total de reservas contratadas equivalentes a R$ 3,4 bilhões e embarcou 2,6 milhões de passageiros, o que equivale a aproximadamente 61% dos pacotes de turismo vendidos no Brasil.
No primeiro semestre, a CVC teve receita líquida consolidada de R$ 265,2 milhões e geração de caixa medida pelo Ebitda ajustado de R$ 134,1 milhões. O lucro líquido foi de R$ 40 milhões.
Entre os fatores de risco da oferta, a CVC cita a possibilidade de não conseguir implementar os planos de inaugurar e operar novas lojas, sua principal estratégia de expansão. A empresa diz, por exemplo, que pode não encontrar pontos estratégicos disponíveis para abrir novos lojas de atendimento em mercados de alto crescimento.